O Cantinho do Bélier

"Poema Afeano"

SONETOS DE 2013

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BAZZANI
OPINIÃO
CANTINHO DO BÉLIER

um pouco de cultura, amor e emoção onde o tema único é a querida ferroviária.


O CANTINHO DO BÉLIER

Antonio Carneiro

http://poemafeano.blog.com/

 

- Homenagem ao Futebol Feminino da AFE -

1X1 ao São José 
(Campeãs invictas, salve!)


Numa manhã gloriosa e radiante,
Que o astro rei brindou como oferenda
A Araraquara, onde, já diz a lenda,
Ele reside, ouviu-se triunfante

O grito das guerreiras culminante
De uma trajetória cuja senda
Percorreram da árdua contenda
Disputada, em clamor altissonante

Para exaltar da Ferroviária a fama
Há muito tempo já pouco lembrada
E que hoje novamente se exclama.

Os parabéns pela campanha oousada
De invicto jaez a cada dama
Desta valente e insólita brigada!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/10/2013

1X1 ao Rio Preto 
(Falta de apuro)


Com uma exibição decepcionante
Em que a mediocridade sobejava,
Por muito pouco a AFE se escapava
De uma derrota em pagos seus diante

De um rival modesto, mas bastante
Para impor domínio onde faltava
Da afeana equipe o que lhe dava
Um ascendente claro e abarcante,

Ou seja, um mínimo de apuro, ausente
Em organização, da nossa turma,
Que falhou estrepitosamente;

Com tal ruído assaz, não há quem durma,
Para nos preocupar: É muito urgente
Que deste mau jaez se faça esvurma.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/10/2013

 


1X1 ao Rio Preto
3X1 à Francana

(Paul em Rio Preto e alegria na Fonte)

 

Em encharcada cancha, e mal cuidada,

Paul de terra assaz riopretana

Pitoresca, em manhã diluviana

Seguiu a AFE a sua caminhada,

 

Angariando um ponto de empreitada

Não de todo infeliz, porque não dana

Fora empatar um jogo, inda que ufana

A sua claque não se sinta instada;

 

Mas maior alegria à afeana gente

Ao meninas concedem afinal

Ao vencer a Francana e a consequente

 

Avançar para a lídima final.

Ao Douglas nosso aplauso contundente

Que as preparou de modo excepcional.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
29/09/2013
 

0X1 ao Juventus
(Empate a quatro)


Da rua Javari ao velho estádio
Por onde desfilaram brasileiras
Em tempos idos, de imortais chuteiras,
Glória do futebol, com alto gládio,

Voltou a AFE sem o mesmo arcádio
Hoje, de outrora em que fez useiras
Presenças tais que, por tão corriqueiras,
Vitórias suas quase eram paládio,

Perdendo ao fim do embate assaz parelho
No campo cuja relva mal cuidada
Cuidava de agravar do sítio relho

De degradante estado o aparelho;
E agora está em pontos empatada
Com todos os rivais desta jornada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/09/2013

2X1 ao Ituano
(Promissor reinício)

 
Eis que nos visitava o Ituano
Cuja campanha deste vão torneio
Na fase inicial mais sobreveio
Em termos de eficácia a alto plano;
 
E em tal contexto o torcedor afeano
Ao estádio da Arena pouco veio,
A esta competição um pouco alheio,
Temendo alimentar seu desengano;
 
Mas a equipe mostrou outra valia,
Eivada de atletas emprestados
Oriundos da nova parceria,
 
Ditando a pauta até que, extenuados
Levaram-na a uma “crucis via”
Ao fim, na qual nos vimos sufocados.
 
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
22/09/2013


1X1 ao São Carlos
(Pior a emenda…)

 
Frente ao compromisso que restava
Por completar da trajetória o rumo
Nesta primeira fase que em resumo
Pouco ou nada acresceu que interessava,
 
A equipe mostrou-se, que atuava
Antes tentando opor-se em dado aprumo
Com seus meninos de próprio consumo,
Eivada de outros de uma estranha aljava;
 
E o que se viu ante um rival caído
Ao rabo da tabela no folheto
Menos ainda foi que havia sido
 
E é caso de dizer-se: Num libreto
Onde se quer mudar o anuído
Sai pior a emenda que o soneto.
 
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
15/09/2013
 

Mando hoje uma produção poética diferente, na medida em que o jogo pouco ou nada interessava e o assunto forte era (e é) a injustificada dispensa do Saran, que estava a fazer um trabalho de raiz e que é o mesmo que nos livrou da "degola", quando já contávamos com a "terceirona". 

Por isso também utilizei as redondilhas em oitavas. Aqui à distância, penso que enquanto a "tutela" continuar pensando assim, vamos amargar o rebaixamento ainda por muitos anos.

1X1 ao Sertãozinho
(O bode expiatório)


A defesa se complica,
O meio campo se enrola,
O ataque não se aplica,
Não sabe onde meta a bola:
Um culpado há, tudo indica
Tocando esta bandola!
Já se sabe, sim senhor,
A culpa é do treinador!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/09/2013
 

1X1 ao Comercial (R.P.)
(Desperdício)

 

Um desperdício, pode-se entender

Assim o que se viu acontecido

No compromisso ontem sucedido

Da AFE na Arena, eis a saber:

 

Jogando em pagos seus, é fácil ver,

Diante de um rival enfraquecido

Ao rabo da tabela arremetido,

Havia obrigação de o vencer;

 

Porém no empate se ficou, deveras

Resultado de pouca convicção

Para quem visa às pugnas mais severas.

 

E fica assim adiada a progressão

Nesta prova de consequências meras,

Mas que bem serve por preparação.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
05/09/2013


0X2 à Internacional (Limeira)
(Exigência mais rigorosa)

 

Tendo sucesso há dias conhecido

Em terras de Limeira estivais,

Voltou a Ferroviária a plagas tais

Para outro compromisso a ser cumprido;

 

Mas desta vez o não teve vencido

Com outras tantas condições iguais

Que não achou, pois entre os dois rivais

Algo de diferente viu sentido:

 

Valeu destarte a mor esperiência

Do grupo anfitrião, que à petizada

Impôs mais rigorosa exigência;

 

E assim desta feliz menos jornada

Restou para os miúdos a vivência

Que os há de escarmentar na caminhada.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

01/09/2013  

2X1 ao Independente (Limeira)
(Recuperação)


Em aprazível sítio de Limeira,
Onde há laranjas e saudável clima,
Recuperou a AFE a auto estima
Do desaire depois da sexta feira;

Venceu o anfitrião, que em parte inteira
Do desafio não lhe esteve acima
E assim manteve-se entre os que se estima
Já estarão do apuramento à beira.

De volta às plagas da laranja lima
Para encarar a Inter, mais matreira,
No sábado estará, que se aproxima

E se vencer verá a porta inteira
Aberta ao objetivo que colima
Nesta competição medianeira.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
29/08/2013

0X3 ao XV de Piracicaba
(Outra lição)


Duro é reconhecer, mas importante
Por colimar futuras ambições,
Aprender com as árduas lições,
Que más pareçam, como sói bastante,

Tais como a de ontem, quando instou-se diante
A AFE, de um rival cujos galões
Vigem-se por mais altos escalões,
As recentes conquistas mediante:

Destarte, o Quinze de Piracicaba
Está melhor, mais bem estruturado
E isto num desafio não se aldraba,

Porque advêm e tal foi constatado,
As pífias com que em campo se desaba
A estrutura do que é menos dotado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
25/08/2013


2X1 ao São Carlos
(Liderança alcançada, esperança renovada...)


Importante vitória é alcançada
Em pagos do rival, do que após
No topo da tabela estamos nós
Pelo Saran e sua garotada;

Com humildade assaz alicerçada
Em atitude aposta ao meio atroz,
Os grenás impuseram sua voz
Na certeza de vê-la sobejada.

E assim ficou vencido o compromisso,
O São Carlos também, a liderança
Do torneio atingida então com isso:

Mais que o triunfo em si, a esperança
Revê-se de que o reiterado enguiço
Afaste-se de vez de nossa andança.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
10/08/2013

3X0 ao Sertãozinho
(Primeiros frutos de um bom trabalho)


Com seu trabalho sério e competente
O treinador Saran vai conquistando
Do grupo a confiança desde quando
Exerce liderança inteligente;

Da base a promover com zelo a gente
E cautela, o seu grupo está formando,
Sábio critério, que outros já usando
Lograram êxito correspondente.

Ontem se viu amostra incontestável
Do bom potencial da meninada
Que se exibiu de modo assaz louvável;

Mas urge não fazer voz farfalhada
De tal jaez, não mais do que viável
Para não vê-la aos poucos lategada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
04/08/2013

1X1 ao Comercial (Ribeirão Preto)
(Ensaio proveitoso)


Eis que a visita insta-se frutuosa
De Ribeirão ao “Bafo”: um ponto é ganho
E esta conquista está de bom tamanho
Ainda que não seja tão famosa.

Mais uma vez a série copiosa
De desperdícios fez o seu amanho,
Mostrando que hoje, assim como de antanho
A eficácia expõe-se desastrosa;

Há que insistir porém nessa toada
Em busca de renovação constante
Para alcançar a coesão buscada,

E este torneio é de jaez bastante,
Campo de ensaio em fase apropriada,
Dos desafios próximos diante.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
31/07/2013


1X1 à Internacional de Limeira
(Pouca motivação)


Em noite de sequer pouca ousadia
E novamente a Arena esvaziada,
Cumpriu a AFE uma nova jornada
Ante rival que líder se fazia;

Mal o cotejo em campo se inicia,
Os grenás ao final de uma jogada
Avançam no placar, mas pixotada
Logo aos rivais empate propicia.

Depois e até final se arrasta a lida
Em ritmo que o torneio bem define,
Que pouco ou quase dá ao vencedor

Por prêmio dos esforços que envida;
Nada mais a dizer de qualquer time
E o empate ficou no marcador.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
28/07/2013

 

2X0 ao Independente de Limeira
(Feliz regresso)


Feliz regresso foi para a cidade
Inda que na Arena esvaziada,
Pois esta copa não premeia nada
Senão manter do clube atividade,

O compromisso de ontem que em verdade
A AFE remiu da última jornada.
Feliz também regresso em escalada
Aos píncaros da espiritualidade

Fez o Djalma Santos, baluarte
Do futebol, onde se fez notado
Por sua disciplina e nobre arte:

Que o nosso grupo jovem vá lançado
Para um porvir brilhante, e assim destarte
Também o grande atleta tão lembrado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
25/07/2013

0X1 ao XV (Piracicaba)
(Coração doente)


Pela copa paulista na disputa,
Torneio de expressão bem pouco ingente,
Voltou a Ferroviária a campo em frente
A histórico rival de antiga luta;

Da equipe renovada que desfruta
Com jovens de futuro inconcludente,
Pouco inspirou ao coração doente
Do afeano torcedor na escuta

De uma partida em único sentido,
Ao seu goleiro só sempre apontado,
Que agarrou como pode o resultado

Até que finalmente foi batido
Após falhar também quando era tido
Como o melhor atleta no gramado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
20/07/2013


1X0 ao Santo André
(Aleluia! Milagre pascoal!)


Após uma batalha encarniçada
Em que valeu o brio e a atitude,
Eis, sobejou o empenho que amiúde
Não se observara ao longo da jornada:

De outros resultados ajudada,
Salvou-se a Ferroviária em lida rude
Resolvida somente por virtude
De tal jaez nela muito apoiada.

Real milagre em tempo pascoal
Que repõe da justiça o ocorrido
No curso de um torneio tão brutal.

Resta deste episódio decorrido
Aprender a lição assaz cabal
Por não cair de novo em tal envido.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro – Brasil
31/03/2013

Oração grená (pela Páscoa 2013)

Ditoso anelo do mais ledo auguro
Valha-te neste ensejo Ferroviária
Nesta Páscoa de fé depositária
Para tirar-te deste atroz apuro:

Dê-te a Fortuna a teu melhor conjuro
O amparo em dose certa e necessária,
Ela que se te instou adversária
Em vezes outras de teu rumo duro;

Mas se desta lição para o futuro
Carece ainda a rota lapidária
Ao teu alvitre de âmbito seguro,

Que te mova a coragem legionária
Para vencer este áspero depuro
E renascer mais forte e mandatária.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro – Brasil
30/03/2013

0X0 ao São José
(Angústia até ao fim)


Na U.T.I., inda ligada a grampos
Da esperança está a Ferroviária,
Após uma batalha pulmonária
Hoje travada em São José dos Campos:

Com atitude e seus dispersos lampos
A ajuntar, fechou-se em sua área,
Opondo resistência caudatária
A algumas ofensivas quais relampos.

Jogasse assim de ocasiões passadas
E nesse desespero não ficara
De mínimo empenho nas jornadas,

À espera por vencer de Araraquara
Domingo o jogo, e mais, por derrocadas
De ao menos dois rivais, qual se depara.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro – Brasil
24/03/2013


0X2 ao Catanduvense
(A vassourada “evangélica” e o tombo do tolo)


Eis que uma vassourada é necessária,
A começar no pífio treinador
De quem as tretas são amplo penhor
Da incompetência inepta e ordinária:

Outro vexame a dose temerária
Em Catanduva instou-se com vigor
Da equipe (?) cujo ínfimo valor
Excedeu qualquer nível, vulnerária.

Resta manter agora a dignidade
Ante o dantesco quadro desenhado
Sob um novo comando da herdade,

À espera de um milagre inusitado
Capaz de transformar a opacidade
Em translúcido aspecto projetado.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro – Brasil
22/03/2013

0X2 ao Audax
[Um cabrão (mais um...) e um burro (novo)]


Contra a melhor equipe do torneio,
Viu-se a Ferroviária contestada
Ainda além por dois cuja empreitada
Fê-la enrolar-se mais em seu enleio:

Um vil cabrão de apito à boca veio
Com a prévia intenção de a ver tramada
E um burro por quem anda a ser treinada
Completaram-lhe o triste devaneio.

Já com a corda no pescoço, agora
Vai disputar três jogos derradeiros,
Dois desses tais a se travarem fora,

Ou talvez mais, que os biltres encrenqueiros
Da equipe arbitral, medrosa embora,
Podem forjar sumários pandilheiros.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro - Brasil
17/03/2013

2X0 Ao Guaratinguetá
(A lógica do ilogismo)


Eis que já quando o torcedor afeano
Pouco esperava, no terreno alheio
A Ferroviária sai de seu enleio
Para empenhar-se com enorme afano:

Do ilogismo a lógica em seu plano
Prevaleceu no jogo de permeio,
Onde calhou feliz o amplo bloqueio
Armado em campo, do rival a dano.

Que seja bom prenúncio, almo indício
De uma reação assaz presente
Desta reta final no exercício,

Capaz de nos deixar de todo ausente
A lúgubre visão do precipício
Cujo pego inda está à nossa frente.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro – Brasil
14/03/2013


1X2 ao Velo Clube (Rio Claro)
(Ensaio de nênias)


Farfalham já no ar de Araraquara
Ao ensaiar de nênias tenebrosas
Arautos das mensagens cavernosas,
Prevendo o funeral que se prepara

Da equipe de que tanto se esperara
E ora se perde em pífias acintosas,
Cada vez mais deveras afrontosas
A quem inda em seu futebol repara:

Sábado o que se viu foi execrável
Em plena Arena Fonte esvaziada
De fãs cujo frustrar é inegável.

Somente o sobrenatural sobrada
Um fio de esperança desejável
Até final desta infeliz jornada.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – São Paulo
11/03/2013

0X2 ao Grêmio (Barueri)
Amai os inimigos!

“… Eu porém vos digo: amai os vossos inimigos; bendizei os que vos maldizem…”
(Mateus 5: 44)

Com as tábuas nas mãos, eis que descera
Da montanha Moisés, da lei mosaica,
Para aplicá-la, não à gente hebraica,
Mas ao time grená, que o elegera;

Chega a Barueri, onde ocorrera
Do Grêmio há cinco jogos já prosaica
Ação, sempre a perder, que, farisaica,
Talvez melhor à AFE sucedera.

Quando se vê porém a escrita cega
Do treinador, que escala mal o time
E o não motiva à crucial refrega,

Antes cabe pensar que o reprime
E a mensagem do Cristo, em vez, lhe entrega:
Vosso inimigo amai, que vos oprime!

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – São Paulo
07/03/2013

1X2 ao Red Bull
[Dos céus para os infernos (ao 3º dia…)/
Ressureição ao contrário]


Lá em Campinas a AFE combateu
O Red Bull da insólita latinha,
Em campo alheio, que o seu não tinha,
Tal como ela não tem também o seu;

E em três dias de abrupto desceu
Desde os etéreos céus de onde vinha
Após exibição de alvor vizinha
Aos infernos de ínfimo apogeu:

Com pífias clamorosas concedeu
A um rival que produziu “nadinha”
O triunfo, qual nunca mereceu

E agora de novo se adivinha
A angústia que advirá do plano seu
De à degola escapar da infausta linha.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – São Paulo
04/03/2013


4X0 ao Rio Branco
(Futebol latibulado)

De onde este futebol latibulado,
Aguerrido, disposto, objetivo,
Saiu para mostrar-se ledo e vivo
Ao adepto, já tão ressabiado?

O ex treinador será que o fez travado,
Ou os atletas, por seu jugo ativo,
Não lhe deram labor tão efetivo
Qual o que ontem ficou patenteado?

Jamais se viu em todo este torneio
A um compromisso imposto tal empenho
Que pôs o torcedor a pleno enleio

E o rival de quatro bolas prenho,
Que de outras tantas mais livrou-se a meio De um jogo exposto a métrico desenho.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – São Paulo
27/02/2013


1X2 ao Monte Azul
(Abrigo entre os últimos)


Numa manhã esplendorosa e quente,
Eis que na Fonte Arena a AFE abraça
A chance de fugir, que a ameaça,
A uma despromoção surpreendente:

O Monte Azul tem hoje pela frente,
Um time organizado que lhe embaça
A senda por que ela se não faça
Tranquila e de jaez conveniente;

Com um a menos quase o jogo inteiro
E o árbitro cruel para castigo,
Mais uma vez fracassa no roteiro;

E como sempre, ante um inimigo
A seu alcance bem, diga-se, inteiro,
Entre os últimos já a ter abrigo.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – São Paulo
24/02/2013

1X2 ao Rio Claro
[Novo (e indesejável) objetivo]


Aumenta o pesadelo, eis novamente:
A Ferroviária perde, não obstante
Ter dominado o seu rival durante
O jogo todo, quase inteiramente;

Mais dois chutos às traves, outros rente 
Às mesmas, o goleiro figurante 
Maior do adversário, que garante
Todos os que lhe deram pela frente.

O campeonato a meio, resta agora
Fugir aos postos de despromoção
De urgente, para não se ver de fora

Até da próxima competição.
Depois, talvez tentar inda uma escora
Para as finais, na classificação.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – São Paulo
21/02/2013


1X1 ao Comercial (R.P.)
(O “Bafo” da urucubaca e um juiz Destro e sinistro)

Na Fonte Arena, o “Come-Ferro” antigo,
Um clássico tão dantes consagrado
Em soalheira tarde é disputado,
Com os dois pelas sendas do perigo:

Pese a rivalidade embora, amigo
Deu-se o rival de todo dominado
Na prima parte, só não goleado
Por incapacidade do inimigo.

Devolve a gentileza ao “Bafo” a AFE,
Na final fase, ao dar-lhe campo ao estro, 

Do que lhe advém empate desastroso.

Por concluir do vesperal a gafe
Maior é do juiz, no nome Destro,
Mas que sinistro foi, e horroroso.

ET: Arbitrou (mal) a partida o sr. Daniel Destro do Carmo, que se é dextro não sabemos, mas que foi sinistro para as aspirações afeanas.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – São Paulo
17/02/2013

1X2 ao Capivariano
(“Complicatorium”)


Falhanços da defesa e do ataque
A ineficácia já habitual,
Provocaram de novo e ao final
De nossa equipe o costumeiro baque:

Foi de Capivari no atabaque
Esta outra pífia ação habitual,
Onde o time da casa foi banal,
Sem qualquer brilharete ou destaque,

Porém de muito pouco careceu:
Dois chutos à baliza e resolvido
Estava o jogo, qual nos pareceu,

Enquanto a AFE o tempo todo sido
Houve por ter a bola e esqueceu
De como pô-la no lugar devido.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – São Paulo
14/02/2013

0X0 à Portuguesa de Desportos (SP)
(A “Lusa” na Arena)


Sábado gordo. o Carnaval se anua,
Mas eis a Ferroviária em sua Arena
A arrostar ingresia não pequena,
Porque o campeonato continua:

Ante a “Lusa” prossegue a luta sua
Do Canindé, de tradições mui plena,
Dezessete (muitos) anos após, que volta à cena Em palco novo, mas na mesma rua.

O jogo é disputado e interessante
E mostra a AFE em nítido ascendente,
A ser roubada com pendor gritante.

Ao fim o resultado é incoerente,
Provando: Ser melhor não é bastante
Quando há uma arbitragem pela frente.

Antonio Carneiro (Bélier)
Ribeirão Preto – São Paulo
10/02/2013


1x1 ao Noroeste
(Mau sinal)

Em noite amena, após um temporal
Que abalou alicerces da cidade, 
Vimos a AFE exibir-se e na verdade
Pouco se pôde ver, pois afinal

Dois pontos concedeu e é mau sinal
Concedê-los assim em nossa herdade,
Onde deve imperar sua vontade
Sempre, de indiscutível e cabal.

O torcedor sofrido agora espera
Por novo embate em pagos seus ainda
Ante a Lusa, de novo na quimera

De pontos três lograr, que lhe não finda
A esperança nobílima e sincera
De vê-la entre os grandes na berlinda.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – Brasil
06/02/2013

2X1 ao Santacruzense
(Sofrimento escusado)


Ontem, em prélio assaz movimentado
Que se travou nos pagos forasteiros,
Reaviu a AFE da Fonte três inteiros
Pontos que para outro foram dados,

Com sofrimento sim, mas escusado,
Jogou os seus minutos derradeiros
No embate, pois premiu seus dianteiros
Com recuo excessivo no gramado;

Contudo, esta conquista é excelente,
Obtida em proveitosa ocasião,
E deu-lhe um lugar bem convincente

No índice da classificação.
Resta acalmar agora e ir em frente
Para arrostar a próxima missão.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – Brasil
03/02/1013

1X0 ao Juventus
(Ave AFE! Finalmente!)

Na Arena Fonte, esplendorosa, ingente,
Estádio com jaez de uma obra prima,
Que venho conhecer, e que sublima
De Araraquara a orgulhosa gente,

Vimos a Ferroviária finalmente
Vencer, inda que pouco se lhe exima
De um padrão de jogo mais acima
Daquilo que esperamos para a frente.

É todavia uma vitória utente,
Pois que desfaz da série negativa
A sucessão ingrata e não coerente

Com uma equipe que tem expectativa
De aubir a uma escala condizente
Com a sua expressão qualitativa.

Antonio Carneiro (Bélier)
Araraquara – Brasil
31/01/2013


1X2 ao São Carlos
(As perenes contas)


Eis novamente o torcedor afeano
A envidar mirabolantes contas,
Talvez até com máquinas que, prontas,
Já têm um ábaco cartesiano:

Tal como ocorre sempre todo o ano
Do sofrimento as mágoas deixam tontas
De nossa gente as mentes, que as afrontas

Cansa-se de auferir a cada abano

Da equipe cuja meta não permuta
Dos campeonatos todos, jogo a jogo,
E tarda ser lograda, numa luta

Que há anos dezessete, a ferro e fogo
Trava, numa que tolhe, ínvia labuta
Qualquer aspiração de outro arrogo.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro – Brasil
27/01/2013

0x1 ao Grêmio Osasco

(Mau início)

De Osasco na cidade em arrabalde
Que de São Paulo encosta na fronteira,
Teve a Ferroviária açãp primeira
No campeonato, em busca do que embalde

Tem perseguido adrede e não lhe salde
De bom proveito, ingrata corredeira,
Com sorte sempre pouco lisonjeira
Que o vento da Fortuna não respalde;

E o prenúncio desta nova lida
Nada foi de proveito apetecido
Para tal meta há tanto perseguida:

A equipe um jogo pouco conseguido
Logrou, e deste modo foi vencida
Por um rival também pouco atrevido.

Antonio Carneiro (Bélier)
São Paulo – Brasil
24/01/2013

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