O Cantinho do Bélier

"Poema Afeano".

SONETOS DE 2012

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BAZZANI
OPINIÃO
CANTINHO DO BÉLIER

um pouco de cultura, amor e emoção onde o tema único é a querida ferroviária.


O CANTINHO DO BÉLIER

Antonio Carneiro

http://poemafeano.blog.com/

 

0X2 ao Audax
[A sina (triste) de sempre]


Dois inacreditáveis urdimentos
Tiraram-nos de novo da disputa,
Após uma esplêndida conduta
Em vários anteriores dos adventos;

A sina atroz prossegue nos eventos
A seguir-nos de forma resoluta,
Sempre de seus finais na fase hirsuta
A nos deixar gorados os intentos.

Final de linha, assim e novamente:
Resta pensar na temporada adiante
Que nos há de ser mais proficiente;

Eis a mesma irrestrita e aliciante
Motivação do afeano em frente
A essa alternativa tão constante.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro – Brasil
10/11/2012

1X1 ao Audax
(Travoso empate)

Domingo de manhã, na Paulicéia,
Uma semi final é programada,
Que outra já fora longe disputada
De Rio Claro, ante a fiel platéia;

Do adepto afeano aduz-se idéia
Em sucesso passado assaz vincada
E a partida se faz iniciada
Ante esta expectativa que acarréia.

A iniciativa é dos visitados
De início, mas os lances perigosos
São pela Ferroviária mais criados:

Ao fim, um gol para cada um dos lados,
Deixando para sábado, penosos,
A decisão, e a nos saber travosos.

Antonio carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro – Brasil
04/11/2012


3X1 ao Grêmio (Osasco)
(Deu a lógica)


Prevaleceu a lógica afinal,
Que rea cabal a superioridade
Em termos de valia e qualidade
Do nosso grupo sobre este rival,

Que nos vencera em via casual
Em pagos seus de má comodidade,
Onde não têm qualquer facilidade
Equipes de mais fino cabedal.

Semi finais à vista, urge cuidado
E fibra por passar o adversário
Cujo orçamento é muito mais pesado:

O Audax, de seu reforço monetário
Por um dos favoritos já cotado
Desde início da prova, em corolário.

Antonio Carneiro (Bélier)
Rio de Janeiro – Brasil
27/10/2012

0X1 ao Grêmio (Osasco)
(Nada perdido…)


Foi a primeira mão, é bem verdade
E nada está perdido após, destarte,
Este alvo onde faltou engenho e arte
Por colimar, nesta oportunidade;

Temos agora então necessidade
De impor dos números a mesma parte
Ao menos, por erguer nosso estandarte
Dos semi finalistas na herdade.

O Grêmio Osasco é bem organizado
E tem alguns valores de bom nível,
Mas nos é acessível, sem degrado:

Sábado então é certamente crível
Passarmos, sim, no embate a ser travado
Ante a platéia nossa, e assaz possível.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
21/10/2012

1X0 ao São Carlos
(Às quartas de final!)


Em noite fria, à primavera amena,
Desta segunda etapa do torneio,
Último embate a disputar-se veio
Pela AFE, da Fonte na Arena,

Onde manteve a consistência plena
Do proveito total de amplo rateio:
Cem por cento no sustentado esteio
De uma perspectiva assaz serena.

Melhor do que a vitória, curta e magra,
Foi verem-se miúdos com talento
A aparecer, e que os não dessagra;

Urge, entretanto, dar prosseguimento,
Às quartas de final, que se confragra,
A tal proveito, deste púngeo evento.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
14/10/2012


2X3 ao Capivariano (sic…)
(Atitude insossa)


Em sítio alheio, de Capivari,
Fez-se a Ferroviária apresentada,
E embora dantes já classificada
Pouco justificou do empenho ali;

Mesmo que com equipe mista, a si
Não se impôs ao rival por sobejada
Que a tem inferior se comparada
Consigo, bem se vê, e então: Daí

Duas hipóteses se irão lograr
Desta jornada menos convincente:
Ou menos se empenhou para ganhar,

Ou deu-se a compadrio aquiescente.
Em qualquer caso é justo lamentar
Sua atitude insossa e displicente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
11/10/2012

4X1 ao Atlético (Sorocaba)
(Revanche em doso dupla)


Eles bem nos deviam na verdade,
Que em dia infausto nestes mesmos pagos
Não nos pouparam lágrimas em bagos,
Vertidas com vergonha e veleidade;

E pagaram com dupla validade
Daquele ensejo os colossais estragos,
Em dois seguidos prélios, toscos, vagos, Ante a nossa indelével qualidade.

Jornada gloriosa, urge lembrá-la
Para que no futuro se repita
Com humildade por valorizá-la,

Pois é assim que um vencedor evita
O soberbar cuja expressão embala
A queda vista, como a não cogita.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
06/10/2012

4X2 ao Atlético (Sorocaba)
(Bravo!)


Equipe de notáveis picardias
Pela primeira fase do torneio,
De Sorocaba à Fonte o time veio
Do Atlético com suas mais valias

Para ensejar festivas euforias
Depois de um jogo aberto de permeio
No qual ficou mais claro o justo anseio
A nos mover para futuras vias

Findo o qual, de empenho formidável,
Vencemos bem, com plena confiança
Ante rival de lastro apreciável,

Assumindo, destarte, a liderança
Do grupo com justiça insofismável,
A nos recrudescer a esperança.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
30/09/2012


1X0 ao Capivariano
(Escassez assaz)


Escasso, mas assaz suficiente
Para assumir do grupo a liderança,
Em noite fria, muito à semelhança
Das de Europa, onde isto é tão frequente;

É passo dado, sim, muito eminente
Às quartas de final, sem a pujança
Porém, que às vezes dá ampla abastança,
Que outras não vingue azo deferente.

Deste torneio o fim, convém dizê-lo,
Não é de imediato objetivo,
Inda que seja ótimo vencê-lo:

Montar equipe forte é mais motivo
Para batalhas outras, e obtê-lo
Deve entender-se como imperativo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
27/09/2012

1X1 ao São Carlos
(Tempo diferente, árbitro igual)


Na vizinha São Carlos se inicia
Seguinte fase do beiral torneio
Para o time afeano em jogo cheio
De mau jogar com que a jogar se avia;

Conquanto do jaez tão má franquia,
Teve o triunfo em mãos, que o outro veio A palmilhar percurso inda mais feio No decorrer do empenho que fazia.

Mais uma vez o apito incoerente
Tirou-lhe outro triunfo merecido,
Inda que em exibir não convincente,

A nos deixar do fato acontecido
Idéia igual em tempo diferente
A tantas que lhe têm mais sucedido.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
23/09/2012

3X1 ao Marília
(Cumprindo calendário)


Para cumprir tabela na jornada
Volta a jogar na Fonte Luminosa
A AFE outra partida, de amistosa,
Que esta primeira fase é terminada:

Ante o Marília é ela disputada,
Tradicional equipe, assaz briosa,
Mas que nesta disputa, desairosa
Missão cumpriu, e pouco destacada.

A sonolento trote transcorrida,
Como pelo resumo se esperava,
Com certo desafogo foi vencida,

Restando agora ver-se, como estava,
Quais os rivais da próxima investida
Na nova etapa, qual se colimava.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
16/09/2012


0X2 ao América (Rio Preto)
Compadrio?

Com a gestão do elenco prosseguida,
Voltou a campo a nossa Ferroviária,
Agora em Rio Preto, adversária
Da rubra associação bem conhecida:

A sua atuação mal conseguida
Nada mostrou da garra necessária
De uma organização boa operária
Para levar qualquer um de vencida.

A nós mais pareceu vil compadrio
Entre os dois, que o rival o apuramento
Já colimava neste desafio

Para a fase seguinte deste evento,
Onde melhor se afira o poderio
De quantos de vencer tenham intento.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
09/09/2012

5X0 ao Santacruzense
(Uma “carne assada”)


Já com apuramento assegurado
Para a segunda fase do torneio,
A distante terreno a AFE veio,
Do anfitrião, em dia ensolarado:

Este, de parca força apetrechado,
Bem pouca oposição em seu esteio
Logrou mostrar, que é débil este meio
Do simpático clube visitado.

Foi uma “carne assada”, bem diria
Antigo locutor, de alma memória,
Tão suculenta e farta quão macia,

E por esta alcançar ampla vitória
Bastou só dos reservas a razia
À rival cidadela merencória.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
05/09/2012

2X0 ao Barretos
(Desfecho esperado)


Em noite de escondida animação
Para mover qualquer iniciativa,
Ante rival de parca perspectiva
Valeu da AFE melhor afirmação;

Não foi difícil desta condição
Impor valia assaz qualitativa,
Que a diferença é significativa
Em valores de cada agremiação.

Pouco exigente prova, eis deveras,
Ainda que nos valha a liderança
Que à condição, por vias pouco austeras,

Obtida em decorrência desta andança,
Posto que tais instâncias louvam meras
Láurias para quem quer mais, que as alcança.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
02/09/2012


0X4 ao Penapolense
(Desastre no arrabalde)


De volta à capoeira arrabaldina,
Eis a Ferroviária novamente,
Embalde satisfeita ou descontente,
Pois a tabela assim o determina

Para carpir de novo triste sina
Que a seguir parece certamente
Quando tem este sítio pela frente
Numa já irritante assaz rotina:

E desta vez de modo vexatório,
Sem azo por qualquer reclamação,
Sujeita a um rigor genuflexório

Que nos deixa, da amarga decepção
Para além, um quesito precatório
Às quimeras de nossa aspiração.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.gaia – Portugal
26/08/2012

1X0 ao Noroeste (Bauru)
(Folgada ascendência)


Diante do “Norusca” se inicia
O returno da copa: Novamente
O torcedor da AFE sai contente
Da Fonte, onde o cotejo ela vencia,

E assim a liderança garantia
Com certa folga, que se vê à frente
Dos rivais, em destino consequente
De trabalho assentado e mais valia.

Melhor que esta conquista relativa,
Capaz de conceder certa ascendência,
Será prover da equipe a construtiva

Ação para dotá-la de valência
Que a habilite à mor expectativa
Cujo tardar nos testa a paciência.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
19/08/2012

1X1 ao Marília
Igualdade em Marilia


Em duro campo e seco, de assistir
Duro também o jogo matinal
Entre a Ferroviária e o rival
Velho, o Marília, há de se convir,

Deixou de bem apenas o seguir
Na liderança da tabela, e mal
Outro qualquer contexto, que afinal
Pudesse algum ensejo perseguir.

Finda a primeira fase do torneio ,
Conquanto escassa a sua qualidade,
É justa esta conquista de permeio;

Falta porém trabalho em quantidade
Para lograr de força um grupo cheio
Antes que chegue a hora da verdade.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
12/08/2012


2X1 ao América (Rio Preto)
(Sufoco desnecessário)

A diferença fá-la quem merece
Por mérito notável possuído
E assim o primo tempo foi vencido
Graças ao Daniel, que o não empece;

E tal bastou, que no segundo houvesse
Certo domínio muito consentido
Pelo rival aos nossos, evasivo
Porém, pois este um gol nos impusesse;

Capaz de nos causar certo embaraço
Nos estertores deste compromisso
Com ingresias de “sufoco” traço:

Desnecessário, sim, passar por isso
De certa displicência a cunho lasso
Por concessão de um pelejar omisso.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
05/08/2012

5X3 ao Santacruzense
(Regalo e cochilo)


Depois de regalar-se em ampla via,
Chegando cinco vezes ao intento,
Ante rival de fraco apontamento
Que, flácido, ao massacre assistia,

Longo cochilo e esdrúxulo se via
Dos afeanos, cujo assentamento
Deu ao Santacruzense novo alento,
Que, morto já, inda se conduzia.

Cumpre tirar desta ocorrência havida
Uma lição que a humildade exalta
Por que jamais se faça repetida:

Não pode carecer de empenho a malta
Em qualquer tempo, de qualquer partida,
Que sempre dá-se a ver a sua falta.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
02/08/2012

1X1 ao Barretos
(Má colheita repartida)


Em prélio de sofrível qualidade,
A meia luz, num campo mal cuidado,
Eis em Barretos outro resultado
Melhor que a performance, na verdade:

Com fraco apelo, este torneio há de
Sempre mostrar esforço pouco ousado
De quem nele se aplica e aplicado
Bem pouco empenha em sua atividade.

Destarte, em contexto coerente
Com tal premissa assim cá referida,
Pouco era de esperar-se, certamente,

Bem calhando a colheita repartida:
A mútua má conduta condizente
Com o empate a um nesta partida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
29/07/2012


1X0 ao Penapolense
[O mau jaez da faina (ou fauna...) arbitral]


Em jogo de modesta qualidade,
Que assim se bem entenda tal destino,
Vencemos o rival arrabaldino
Nesta fase da copa, em bem verdade,

Mostrando empenho, mas na realidade
Inda longe de haver com sábio tino
Conduzido a missão no figurino
De um padrão com maior intensidade:

E tal não era, pois, o esperado
No dealbar da lida, como sói
Prever-se com certeza o mau legado

Que sempre o espetáculo corrói:
Mais uma vez aos árbitros é dado
O mau jaez da faina que nos dói.

Antonio Carneiro (Bélier)
Lisboa – Portugal
22/07/2012

0X0 ao Noroeste (Bauru)
(Novo início)


Eis da paulista copa ao dealbar
A Ferroviária como visitante
De tradição assinalável, ante
Velho rival, que se há de assinalar:

Logra, após árduo embate, de empatar,
Mas tal não serve de haver brilhante,
Que atua da metade por diante
Do jogo com mais um a atuar.

Viram-se novas caras, e decerto
Isto não foi surpresa, que é mister
O treinador testar o que ache certo

Por lograr o que mais lhe convier:
Resta aguardar que em breve esteja perto

De uma equipe entrosar quão bem puder.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
14/07/2012

1X3 ao Audax
(The last farewell)


Em dia de arranjo escandaloso
Que do país derroca a seriedade,
Despediu-se com pífia atividade
Do campeonato a AFE, assaz doloso:

Seguindo o triste rumo e tormentoso
Que a levou a visível veleidade,
Perdeu de novo, e quase na verdade
Deu-se a outro vexame clamoroso.

Está dos candidatos novamente
Na fila, que aspiram promoção
Um ano a mais, entre os que vão à frente;

E enquanto demonstrar pouca ambição,
Parco grifo de audácia, brio ausente,
Verá remota tal aspiração.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/04/2012


1X0 ao Atlético (Sorocaba)

(A mala da prata)

 

Depois de desastrosos resultados

Em quatro jogos, muito concedidos

A erros clamorosos sucedidos,

Deixando os seus adeptos revoltados,

 

Eis que quando não mais são reclamados,

Que assaz se instaram menos pretendidos,

Os atletas atentos, decididos,

Resolvem jogar bola, mui mudados:

 

As línguas más dos especuladores

Dizem com ar de sério assentamento

Que uma mala andou nos bastidores

 

Contida de argênteo sortimento,

Antes negado pelos diretores

Como prêmio ao buscado apuramento.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

26/04/2012

1X2 ao União Agrícola Barbarense

(O falhanço do costume: E que venha a vassourada)

 

Conquanto houvesse empenho assinalado

Que não se vira em lides mais recentes,

A ineficácia e os cuidos não presentes

Da equipe, lhe impuseram resultado

 

Negativo, outra vez, que põe de lado

Quaisquer aspirações inda pendentes

Das lúgubres instâncias precedentes

De mau jaez assaz acumulado:

 

E assim despede nova expectativa

De à divisão subir especial

Depois de nova ter alternativa

 

Este time de haver tradicional,

Mas que na hora falha, decisiva,

Frustrando o torcedor sempre, ao final.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

22/04/2012

0X2 ao União Agrícola Barbarense

(Ineficácia)

 

Para outra exibição que não convence

Voltou à Fonte Arena a Ferroviária,

Batida antes até da adversária,

De começar o jogo, a Barbarense;

 

Mostrou que pouca classe lhe pertence

De novo e claramente em toda, vária

E qualquer circunstância necessária

Do prélio que em julgar tanto se pense,

 

Dando assim o mau azo irrefutável

Por concluir-se de certeza assaz

Fundada, que não tem indispensável

 

Jaez de bom acerto e eficaz

Para vencer a etapa: Inevitável

É ver-se que de tal não é capaz.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
15/04/2012


AFE 0X5 Atlético Sorocaba
Presente de grego (Sem poesia)


Em véspera de seu aniversário, os jogadores da Ferroviária presenteiam o clube com uma acachapante derrota de cinco a zero, ou cinco secos, como se diz por cá, em Portugal. 

Dizer o que sobre este verdadeiro presente de grego? 

Nada me ocorre, sequer inspiração para versejar, nem mesmo a uma nênia fúnebre, em respeito a uma entidade que tem uma história a exaltá-la nos anais da história do futebol no Brasil, que não merecia passar por esse inesquecível vexame.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
11/04/2012 

 

1X2 ao Audax
(Sob os pés de Mamon)


Por multinacional patrocinada
Que explora hipermercados de alimentos,
De equipe em sua estréia nos eventos
Pelas finais, a AFE é derrotada:

Sucumbe ante uma turma acostumada
A decisivos tais envolvimentos,
Paga de régio, cujos elementos
Têm ampla fama, larga nomeada.

Conquanto o alvo esteja mais distante,
Que uma derrota o faça assim ficar,
Inda esperança há de ir avante

Até tal meta pródiga alcançar:
Acreditemos, pois, em semelhante,
Que em muito urge sempre acreditar.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
08/04/2012

1X1 ao Red Bull
(Nunca esteve tão perto)


A ditirambo passo, e além decerto
Não esperar nestes comenos mais,
Eis que os anelos todos principais
De ambos os clubes tinham rumo certo,

Em Campinas, da Ponte estádio incerto
De um rival que não tem sítios tais,
A AFE logrou alvitre que, ademais
Algo conveio a um futuro perto.

Agora é decisiva esta disputa,
Final de curta etapa e exigente
Onde feroz se deu e encarniçada luta:

Nunca foi tão palpável e presente
Em muitos anos de áspera labuta
O ensejo de tal passo dar em frente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
01/04/2012


2X1 ao Grêmio Barueri
(Amplo sorriso) – “Follow that dream”


Eis um sorriso amplo, dos arcanos
Mais efusivo qual pouco se impôs:
Foi a Ferroviária que o pôs
No rosto dos dofridos afeanos:

Demonstra bem os ânimos ufanos
De quem há muitos anos se indispôs
Por ver-se sempre triste e ora repôs
Pretéritos sucessos e bons planos.

Para as finais, em marcha peremptória,
Rumo ao caminho já trilhado outrora
Que nos levou a píncaros da glória,

De seguir é mister com brio agora
Certos de que esse riso entra na história
A ser contada pelo tempo afora.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
25/03/2012

0X0 ao São Bernardo
(Airoso resultado)


Em noite amena, estádio assaz famoso,
Diante de platéia numerosa,
Cuidou-se por fazer presença honrosa
A AFE, e resultado bem jeitoso

Logrou, inda que ao fim não abastoso
Por dar-lhe posição ampla e ditosa
Capaz de garanti-la, descuidosa,
Nas finais, desde já, em fasto airoso.

Parte em vantagem, pois, é evidente
Sobre o rival direto que a persegue
E que vai enfrentar no jogo à frente.

Mas há de resguardar-se: Não se entregue
Ao júbilo de haver-se irreverente
Nem ao temor da instância que prossegue.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
22/03/2012

0X2 ao Santo André
(Sonolência)

Depois de compromissos bem saldados
Em dias outros vários, de recente,
Vimos pela toada assaz dolente
Pautar a AFE os meios compassados

Com qua ante adversários enfrentados
Ao dealbar da prova insuficiente
Instou de apresentar seu jogo, ausente
De melhores alvitres conquistados.

Parece que a incrível sonolência
Regressou de alta dose acompanhada
Com toda a sua enorme displicência

E é bom que ela não volte a ser mostrada
Sob pena de ajustar a iminência
De se falhar o fim da empreitada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
17/03/2012


1X0 ao Rio Claro
(Apuramento à vista!) 


Um solitário tento do insubmisso
E jovem ás Fabrício festejado
Deu conta de excelente resultado
Colher a AFE em outro compromisso;

De novo um bandeirola de serviço
Tirou-lhe um gol legítimo apontado
Pelo audaz atleta mencionado
Que nunca dá-se ao jogo por omisso.

Eis o caminho amplo e escorreito
Para as finais, livre, desimpedido,
A três pontos, se tanto, do proveito

Capaz de colimar o perseguido
Há tantos anos lídimo direito
De alcançar o ápice devido.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
15/03/2012

2X1 ao América (São José do Rio Preto)
(Os cães ladram… mas a “Locomotiva” passa 

Ladram cães, passa a “Locomotiva”

Pelos carris à meta colimada

E os rafeiros não podem fazer nada

Senão ruidar de forma aberrativa;

 

O rumo vence, à força coerciva

Sujeita, em terras rudes, atacada

Por histriões hostis, a mão armada

De embargos vários e histeria viva

 

Para alcançar decerto ao fim da linha

A estação A1 com mil louvores

Como já desde logo se adivinha,

 

Embalde esforços dos sabotadores

Cuja missão ao pego se encaminha

Dos malogros de tais opositores.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

11/03/2012

2X0 ao Velo Clube

Nas “águas” calmas da Fonte

 

De ampla tranquilidade em noite amena

Viu-se voltar devido o ambiente

Para um clima de paz suficiente

Nas “águas” calmas mais da Fonte Arena;

 

Depois da atribulada e não pequena

Perturbação de exdrúxulo incidente,

Eis que é possível ter-se novamente

De um evento o fluir em dose plena.

 

Nem tão tranquilo foi vencer o Velo,

Que opôs-se com rigor e valentia,

Valorizando muito este duelo.

 

Cabe agora avançar com galhardia

Para manter o conquistado elo

Entre os oito primeiros da porfia.

 

AntonioCarneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

08/03/2012


1X2 ao Penapolense

Futebol em galinheiro de arrabalde 

 

Num galinheiro autêntico, arrabalde

De um lugarejo, inferno miserável,

Eis outro haver infame e lamentável

Que é dado ver em um país, embalde

 

O nome que no mundo já respalde

A dita evolução e memorável,

Conquistada com luta inolvidável

De seu povo que em prêmio lha lealde.

 

Destarte, não se pode admitir

Tais cavernosos acontecimentos

Serem lá inda instados de advir,

 

A distorcer o jus dos andamentos

Em vergonha de quem possa acudir

Por negar tantos sórdidos eventos.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

04/03/2012

2X0 ao Rio Preto
(Fabrício, o “Cara”)

 

Fabrício acorda a Fonte novamente

Para cantar seu nome em junta voz

E a semear também em todos nós

Uma fundada fé por consequente

 

De que estaremos nas finais à frente

Por escapar de um destino atroz

Que já nos atormenta desde após

Dezesseis anos de sofrer ingente.

 

Resta aguardar que o nosso centro avante

Escape da cobiça fescenina

De cuja ação pode-se ver diante:

 

Os tubarões do asfalto em cada esquina

Espreitam por gorar a todo instante

A esperança de uma melhor sina.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

01/03/2012

2X1 ao União São João (Araras)
(Vira-vira III)

 

Conquanto o desacerto defensivo

E apatia geral na prima parte,

Aos nossos não faltou engenho e arte

Para outro “vira-vira” indicativo

 

De que é justo e concreto objetivo

De às finais prosseguir e já destarte

À promoção ousar que nos encarte

Entre os pares de haver mais expressivo.

 

Os reforços mostraram bom serviço,

Estreando com desenvolta ação

Que colmatou inicial enguiço

 

E louve-se no ensejo a direção

Que cumpre com rigor o compromisso

De os contratar com tino e correção.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

26/02/2012


3X2 ao Palmeiras
(Superação)


Eis que se fez justiça em torta via
Ante a iniquidade exposta e crua
Cuja sórdida ação bem se insinua
Quando o juízo isento é de valia:

Foi na superação que esta porfia
De uma briosa equipe, a veia sua
E a do treinador, que a falcatrua
Urdida, fez gorar-lhe a tropelia;

Há também que louvar do torcedor
A justa ira exposta em grande alarde
Sobre o iníquo prevaricador

Cujo jaez se vê pouco mais tarde
A mostrar, por remorso, o seu pavor,
Pois todo o depravado é um covarde!

Antonio Carneiro (Bélier)
Lisboa – Portugal
23/02/2012

3X2 ao São Carlos
(Fênix no Carnaval)


Foi do sangue grená que salpicado
Sobre a relva vingou a garra ingente
Que em outras épocas nos pôs à frente
E de há muito não era derramado,

Que de um revés por claro desenhado,
Das cinzas ressurgiu, irreverente,
Qual Fênix rediviva, onipotente,
A nossa AFE, como no passado.

Valeu também, decerto, a ousadia
Do novo treinador cujas carências
Lá de seu posto, competente, via

E fê-las reverter com diligências
De acertado critério e mais valia
Para lograr melhores consequências.

Antonio Carneiro (Bélier)
Lisboa – Portugal
18/02/2012

0X0 ao Audax
Lassidão

Em pálido cortejo, a lerdo passo
Que o torcedor deixou decepcionado,
Eis outro compromisso que é saldado
Por triste ensejo de um crebo compasso;

Pouco se ousou, neste contexto lasso
E mais não era de tal esperado
Que um zero a zero pouco aproveitado
No âmbito de um ambiente baço.

Perde-se assim outra oportunidade
De avançar três pontos na tabela
Bem fáceis de alcançar, e é verdade

Que quem nada ambiciona só revela
Fraco jaez, inútil qualidade
Para o viver, e há de morrer com ela.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
15/02/2012


1X1 ao União Agrícola Barbarense

(Infausta herança)

 

O time melhorou, bem haja sido,

Alguns detalhes já mostraram isso,

Embora que ao final do compromisso

A vitória não tenha conseguido.

 

Ao novo treinador é concedido

Um legado de infausto e mau enliço,

Oriundo de um colossal enguiço

Que precede de si qualquer envido;

 

Falta porém dizer, e é bom dizê-lo

Que a arbitragem pôs-se novamente

A dar para o rival seu vil apelo,

 

Conquanto forasteiro, indiferente

A qualquer intenção de nosso zelo

Por dar um simples passo para a frente.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

12/02/2012  

1X1 ao Monte Azul
(Pela cabeça do Catanoce)

 

Em nova digressão por sítio alheio

Sob causticante clima, e desumano,

Vivenciamos outro desengano

Qual sói vivenciar neste torneio:

 

De parte a parte, a lances de permeio,

Viu-se a mediocridade impor-se a dano

De quem o viu, mais outro pleno engano

Do torcedor que a assisti-lo veio.

 

Por tais lambanças de jaez tão vário,

Eis que afetou-se ao fim o fim precoce

Do técnico comando em corolário

 

E quem tossia, assim perdeu a tosse:

A direção cansou-se do cenário

E pôs para correr o Catanoce.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
09/02/2012

0X1 ao Noroeste

(O costume)

 

Em tórrido ambiente e costumaz

Ao sazonal período brasileiro,

Viu-se fazer, já como costumeiro

A nossa equipe aquilo que é capaz;

 

Ou seja, o exemplo do que nunca faz

Time algum com talento lisonjeiro,

Hábil de impor-se em campo, dianteiro,

Ante um qualquer que enfrente, e eficaz:

 

Foi triste apreciar tão pobre evento,

Eivado de carências evidentes

De parte a parte, futebol soez;

 

E mais ainda, a nosso desalento,

Perder, com sérios danos consequentes

Para um rival, também, que nada fez.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

04/02/2012


2X1 à Esportiva Santacruzense

(Aleluia! Na bacia das almas…)

 

Ante umas fracas forças adversárias

Ganhamos por marcar, não para o susto,

Três pontos na tabela, tão robusto

Que quase nos congela as coronárias…

 

Tal foi porém por óbvias razões várias

Este sucesso obtido a grande custo

Que veio arrefecer o clima adusto

Sentido já nas hostes ferroviárias.

 

Convém, tranquilizado o ambiente,

Trabalhar com afinco e inteligência

Nesta parte e em lides para a frente;

 

E também procurar com toda urgência

Colmar espaços de jaez carente

Para aumentar do grupo a eficiência.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

02/02/2012

0X2 ao Atlético (Sorocaba)

(Atroz realidade)

 

Em verso torneado ao som da lira

Pensei hoje cantar de alegre intento,

Que tudo assim previa deste evento

O culminar como antes se previra:

 

Conquanto em sítio alheio, consistira

Em nulo avantajar esse elemento,

Rival que vinha de desaire atento

A novo tropeção que o afligira.

 

Gorada expectativa, infausto achado

Eis nos devolve ao realismo atroz

Que ano após ano nos é imputado:

 

Pareça-nos conquanto a todos nós

Melhor e certo haver dimensionado

Vinca-se outro mais destino algoz.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

29/01/2012

A estréia

0X0 ao São José

 

Ao dealbar de nova temporada

Faltou o gol: talvez, a nosso ver,

Um matador capaz de resolver

Com eficácia tal carência instada;

 

Não foi porém tão má esta jornada

Senão pelo placar, que é de entender:

Em nossos pagos não convém perder

Dois pontos, por melhor via mostrada.

 

O árbitro, covarde e habilmente

”Gamou-nos” um penalty clamoroso,

Puxando para trás um lance à frente;

 

Mas tenhamos discurso esperançoso

Que há bom plano e plantel suficiente

De acudir este rumo rigoroso.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

27/01/2012


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