O Cantinho do Bélier

"Poema Afeano".

SONETOS DE 2011

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CANTINHO DO BÉLIER

um pouco de cultura, amor e emoção onde o tema único é a querida ferroviária.


O CANTINHO DO BÉLIER

Antonio Carneiro

http://poemafeano.blog.com/

 

0X2 ao Comercial (R.P.)
(It´s over)

 

Perdemos outra vez, era esperado

Que assim se concluisse esta contenda:

Ante um rival melhor rara oferenda

Se avia para o menos equipado;

 

Resta fazer agora do legado

Cujo teor deixou a referenda

Juízo para inteligente emenda

De enganos que esta faina tem mostrado.

 

Dos ovos no frigir é positivo

Nosso percurso no torneio assente

Que pouco ou nada rende por motivo,

 

Pois serviu como marco referente

Para um jaez de cunho objetivo

Nos sérios compromissos mais à frente.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
06/11/2011

1X2 ao Comercial (RP)
(Por um novo ressurgir…)

 

Dois erros do goleiro, clamorosos,

Determinaram, juntamente ainda

Com uma exibição que não deslinda

Quaisquer epítetos de halos famosos:

 

Jogamos mal, com mui habilidosos

Alguns, a demonstrar que se não finda

Na meta o colimar, não se alinda

Nenhuma ação por juses mais airosos.

 

Vamos agora em grande desvantagem

À casa do rival na tentativa

De reverter uma algo larga margem;

 

Porém nos vale ainda a expectativa

Por passar esta rígida voragem,

Como outras já passamos, e aflitiva.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

02/11/2011


3X1 ao Ituano

(Memorável!)

 

Jornada memorável, quem diria,

Assinala uma classificação

Como acreditavam poucos, não,

Talvez nenhum, em consciência pia!

 

O grupo superou-se, todavia,

E porfiou com muito coração,

Sem medo do cruel “bicho papão”,

Tal como muitos viam, da porfia;

 

Não tem, lá convenhamos, com certeza

Um plantel de soberba e prima arte,

Mas dele há de dizer-se na defesa:

 

Tem brio e determinação, destarte

Merece todo apoio com firmeza

Que havemos de lhe dar, de nossa parte.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia – Portugal

30/10/2011

1X0 ao Paulista (Jundiaí)

(Expectativa acrescida) 

 

Ganhamos outra vez, que na tangente,

De um rival da prima divisão

E cabe de aspirar agora então

Na copa outra conquista mais à frente;

 

Tudo que vem, é certo, suficiente

De acréscimo permite dilação

Dos anelos que enfim motivos dão

Para uma expectativa lucescente,

 

Mas atenção: É desta meta adiante

Que tentaremos alcançar, deveras

E muito torceremos doravante,

 

Que estão nossas aspirações tão veras:

Estruturar a equipe em grau, bastante

À promoção a mais altas esferas.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
27/10/2011

1X0 ao Noroeste

(Novo alento)  

 

Diante do “Norusca” visitante

Logrou a Ferroviária de vencer,

Voltando assim de novo a merecer

Do torcedor o anelo confiante;

 

Terá porém de melhorar bastante

Se alvos mais ousados pretender

Colimar nesta copa e reviver

Seu êxito passado consoante,

 

E desde logo, já na quarta feira

Diante de um atento adversário

No erro do rival sempre à viseira

 

Para depois então por corolário

Em pagos do Ituano a derradeira

Etapa ultrapassar do itinerário.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
23/10/2011


0X0 ao Noroeste
(Em cenário diluviano)

Diante de um cenário diluviano,
Logrou a Ferroviária de auferir
O seu primeiro ponto no seguir
De um prélio de excepcional afano;

Em condições assim, não há engano:
Bola no ar e pouco a definir
Em termos de espetáculo a fluir
Da encharcada condição no plano;

Esteve até mais perto da vitória,
Mas não viu, como sói de acontecer,
A Fortuna a legar-lhe alguma glória,

E agora em casa seis pontos vai ter
Para ganhar, se ainda nesta história
Algum protagonismo pretender.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
15/10/2011

Forças desiguais
(1X2 ao Paulista)


Nova demonstração em Jundiaí
De que a força menor sempre baqueia
Ante a intensidade de outra alheia
Que a empenha por esforço ali:

É lei da física emprestada aí
À vivência normal que se norteia
Por regras tais cujo aplicar meneia
Fenômenos da vida por aqui.

Destarte, eis o Paulista desta vez
A nos desfeitear por dois a um
Por comprovar assim este jaez,

Mesmo a fazer exibição comum,
Com pífias graves, futebol soez,
Em nosso erro a jogar, sem brilho algum.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
13/10/2011

0X3 ao Ituano
(A visita da Verdade)


Eis a realidade revelada
Por que não haja falsas ilusões:
Quando faltam devidas condições
Pouco resta a fazer: Não resta nada!

Para a A2 não temos pedalada
Com, atuais, as nossas soluções,
Veio mostrar-nos bem, sem remissões,
De ontem, o Ituano na jornada.

Serve este teste de triste incidência
Para indicar as falhas, todavia,
Que urge corrigir com muita urgência,

Pois é mister cuidar-se quem se avia
Para árduas rotas com antecedência
Nos campos de batalha onde porfia.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
09/10/2011


0X0 ao Comercial (R.P.)

(Dificuldade, má arbitragem e apuramento)

De um árbitro medíocre diante,
Que a prejudicou sensivelmente
E de um rival assaz bem consistente
O apuramento veio, que, importante,

Mantém a atividade que garante,
Por competir, a equipe mais à frente,
Seis jogos pelo menos, ao corrente
Da nova etapa que se põe avante.

Um grupo arrostará de força austera:
O Ituano, o Paulista e o Noroeste,
Eis a armada feroz que a espera;

A dar porém a chance que bem preste
Como preparo à mais inda severa
Próxima prova para a qual investe.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
02/10/2011

Dani(P)el(é) 
(O gol de placa! Segurem-no…)
 

Só vi Pelé fazer igual nos idos
Dos finais de cincoenta, e ainda há
Uma placa alusiva, que terá
Tal gol lembrado em séculos compridos:

Lá, no Maracanã, onde os subidos
Do Santos deram tornos de “jabá”
Ao Fluminense do fã Jatobá,
Que cedeu três a um a tais envidos.

Fora este gol do Messi ou do Cronaldo
E o mundo a deleitar de sua imagem
Mil anos se poria no rescaldo;

Qual Maradona o que, parca miragem:
Do nosso Daniel teve respaldo
Tal jóia de tão colossal linhagem!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
22/09/2011

4X1 ao Botafogo (R.P.)
(O freguês de caderno) 


Primo divisionário, eis o rival
De tantas tradições há tantos anos,
Mas freguês de caderno, sem enganos
De novo a levantar o nosso astral!

Ainda mais com toque genial
Do nosso Daniel, de muitos planos
Para um porvir de feitos soberanos,
Desde que a fama não lhe incorra em mal ;

E eis de novo a AFE no caminho
Do apuramento para a fase nova,
Buscando sobretudo o comezinho

E salutar conjunto nesta prova,
Para depois, com ele já certinho
Buscar do acesso a afinada trova.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
22/09/2011


2X0 ao União São João (Araras)
(Algum entrosamento)

Um penalty a favor, que raridade!
Parece que a sorte está mudando,
E em terceiro nos vimos alcançando
Da tabela o lugar, é bem verdade:

Mudou também um pouco a qualidade
E a confiança em corolário instando
A fluidez melhor de jogo quando
O time tem a bola assiduamente;

Também está melhor o nosso passe,
Aos atacantes inda falte, embora,
Coragem de remate e alguma classe;

Há na defesa indecisões por ora,
Que marca mal, contudo algum enlace
Foi visto nesse grupo já agora.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
19/09/2011

Outra fugaz alegria
(3X3 ao São Carlos)

Alegria fugaz por derradeiro,
Desfeita em estertores mal cotados:
Um filme cujo enredo faz lembrados
Outros que já o ver é rotineiro

Após galgar assaz penoso outeiro
Nos píncaros dos idos alcançados,
Eis que nos vemos logo projetados
Ao nível de um menor apeadeiro;

Falta-nos consistência, isto é evidente
Para suster uma conquista obtida
Inda que a pouco espaço inturgescente:

Urge mudar de tom, mudar de vida,
Com maior confiança e certamente
Uma equipe mais forte e mais unida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
16/09/2011

1X0 à Francana
(Até que um dia…)

Até que enfim um árbitro falhou
Em desfavor do nosso adversário
E disto, por alvitre em corolário,
De chance amiga, a AFE triunfou;

O jogo em si a ninguém agradou,
Embora há de dizer-se em seu sumário
Que mais fizemos neste empenho vário
De pífias, no balanço que acusou.

Assim, retorna a fúlgida esperança
De ficar entre os quatro promovidos,
Ganhando renovada confiança;

Mas urge não sonhar com indevidos
Valores, que inda faltam, de pujança,
Para alcançar os níveis perseguidos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
11/09/2011


Alguma ascensão
(2X0 ao Batatais)

Depois de três jogados compromissos
Diversos no estatuto e no placar,
Vimos o nosso time apresentar
Alguma evolução, inda que omissos

Setores cruciais, certos enguiços,
Capazes de nos mais apoquentar
E que é preciso logo endireitar
Por não sofrer dos erros os comissos.

Dos reforços, o Clênio bem se houve
Nos dois últimos jogos, de cabeça
Já três tentos logrou, e nos aprouve;

Tobias nos parece em fase avessa,
Errando passes: dos demais se louve
A nossa expectativa, e não feneça.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
04/09/2011

1X1 ao Botafogo (RP)
(Empate monótono)

No Estádio Santa Cruz viu-se de novo
Pobre espetáculo de futebol,
Um outro para o muito extenso rol
Desta competição de baixo louvo;

Ao menos nessa noite o nosso povo
Não se deu por ficar no arrebol
Das mágoas, como sói neste aranhol
De pífias de um torneio escasso e covo.

Melhor seria, julgo, aproveitar,
Salvo melhor juízo, desta lida
O resto para em campo já testar

Os ”meninos” de nossa base fida
A um melhor conceito e arrumar
Com as “malas” que entraram à partida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
11/08/2011

1X0 à Francana
 

Depois de uma pobreza franciscana
Mostrar em seus primeiros compromissos,
Eis na Fonte a mostrar seus novos liços
A AFE, novamente, ante a Francana;

Esta, também chamada Veterana,
Líder da copa, até então, enguiços
Bem mais mostrou do que os ditos feitiços
Que a teriam feito soberana.

Podia a Ferroviária haver vencido
Por larga margem, tal seu ascendente,
Mas não o fez porque tem carecido

De gente que decida lá na frente,
Capaz de por a bola onde tem sido
Difícil de acertar ultimamente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
31/07/201


2X3 ao Batatais
(Trágico desfecho)


Aziaga noite, em campo cujo nome
Faz jus ao dono, agreste batatal,
Que é Batatais, aponta de cabal
Um resultado sem nenhum renome;

Maior razia, que inda mais consome
O triste torcedor, é que afinal
Muito pior ostenta-se o rival,
Sem tradição alguma no prenome.

Foi lamentável ver tanta inocência
De uma defesa que nada defende
Quando apertada com certa exigência,

Um meio campo que pouco se entende
E um ataque de parca eficiência
Que o remate ao gol raro empreende.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
25/07/2011

1X1 ao Velo Clube

(Crédito de confiança)

Numa partida assaz bem disputada
Mostrou ainda certa inconsistência
A nossa equipe como consequência
Talvez da pouca ação coordenada,

Que é fruto de um início de jornada
Do novo grupo ante a mor veemência
De entrosado rival já na sequência
Por três anos de turma, ou mais, formada;

Preciso é, destarte, conceder
Da confiança um crédito efetivo
À trama que começa a se tecer

Para que dela apure-se motivo
De alegria futura e venha a ser
Dos últimos pesares lenitivo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
17/07/2011

Novo estatuto

Renova-se a esperança do afeano,
Agora assaz fundada em novos fatos
Que lhe dão argumentos mais sensatos
Por prever alegria inda este ano;

Destarte, há, colimando, um novo plano,
O futuro, com âmbitos cordatos,
Capazes de impor sem aparatos
Melhor conduta e de menor engano.

Seja da sorte enfim sempre cativa,
Que sem ela o esforço não dá fruto,
Da direção do clube iniciativa

Para, a partir de agora outro estatuto
Vigir a fim que volte em força viva
Da AFE a glória a pleno e absoluto.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
16/07/2011


5X0 ao Sertãozinho
Lição divina:
"Os pacientes herdarão a Terra!”


A permanência eis, foi alcançada,
Da A2 entre os que estão na lista, embora
Não fora este o objetivo agora
Que se buscava em prima instância dada;

Porque de novo estamos na estrada
Do regresso à elite que demora
Por quinze anos já, de cuja hora
Almejamos a vez tão almejada.

Resta esperar por novo ensejo ainda,
Destino atroz de adepto condizente
Ante uma expectativa que não finda,

Com a lição do Cristo posta em mente:
Para da Terra herdar riqueza infinda,
Carrega a tua cruz, sê paciente!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
27/03/2011

0X4 ao Atlético Monte Azul

 

Meu caro afeano e grande amigo Paulo Vidal:

Faltou-me, neste ensejo, a inspiração para produzir um poema depois do desastre de ontem, na Arena.

Peço desculpas, mas se fosse escrever, decerto ia sair uma composição fúnebre. 

Não vale a pena.

Receba um grande abraço e votos de muita paciência para mais um ano de espera.


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
24/03/2011

http://docesonhodemenina.blogspot.com

0X1 ao Grêmio Catanduvense
(Pobreza franciscana)


É triste ver-se instar tanta pobreza,
Pobreza franciscana, dir-se-ia,
Para dizer, porfia após porfia,
Sobre esta fraca equipe, com certeza,

Que não tira proveito, oh! Que tristeza,
Sequer contra um rival que carecia
De uma unidade meio jogo e cria
No torcedor assim assaz tristeza

Para de novo o conformar na espera
De um apuramento que se esvai
Qual fumaça de um sonho, vã quimera,

A sufocar-lhe o grito que não sai
Do coração sofrido, e desespera
Por ver-se malogrado, que o contrai.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
19/03/2011


3X4 ao Rio Preto
(A noite dos Brunos dispensados)

Com a defesa a ditirambo verso
Que entrou a dormitar pelo gramado (relvado),
Um árbitro careca, assessorado
De fêmea mal amada, a nós adverso,

Com a Fortuna ausente, controverso
Padrão de jogo, e mal iniciado,
Um guarda-redes não acostumado
A reagir de pronto, e mui disperso,

Não foi de todo pleno o despertar
Para esta realidade incongruente:
Perdemos de um rival assaz vulgar,

Deixando assim um outro por-se à frente,
Que “passa o ronco” em seu elenco, a dar
Lição de amor ao clube à nossa gente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
14/03/2011

0X0 ao Comercial
(Empate justo)

Com as cautelas mais que se esperavam,
Presente fez-se a AFE em Ribeirão,
Frente ao Comercial, de antemão
Favorito dos que ali apostavam;

As linhas ajustou, que se ajustavam
A uma estratégia de estudada ação,
Instando assim severa oposição
Às premissas que antes se instavam:

O empate logrou, que colimava,
Firmando-se entre os quatro do torneio
Cuja presença nas finais é certa;

Depende de si própria para a clava
Mais forte, de onde se verá se veio
Por despertar-se à glória que a desperta.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
11/03/2011

2X2 ao Rio Claro
(Na tangente)


Depois de não jogar o convincente
Por merecer subido resultado,
Eis que por benefício de um bom fado
A Ferroviária empata na tangente:

Na circunstância, a festa se consente,
Mas é dizer-se que por consagrado
Não fica este contexto cumulado
De eflúveos bons futuros, novamente.

Preciso é blasonar outra atitude
Com confiança e pernas mais seguras
Para as lidas de mais magnitude,

Pois as difíceis novas aventuras
Requerem dos valentes a virtude
Que os faz vencer com garbo as provas duras.

Antonio Carneiro (Bélier)
V. N. Gaia – Portugal

05/03/2011


Faltou vontade
(1X1 ao Marília)

Quando a vontade é pouca, a fé nenhuma,
Não há como vencer qualquer embate
E foi o que se viu: Quem não se bate
Com brios, não merece coisa alguma:

É deste jogo o que dizer em suma,
Transformado em grotesco disparate,
Similar ao de um tolo que se esbate
Para expor as tolices que consuma.

Foi triste ver, destarte, nossa malta
A deitar os dois pontos à lixeira
Preciosos, que podem fazer falta:

Esperamos que mais de tal maneira
Se escuse de fazer, por que à ribalta
Seu nome por subir tenha a craveira.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
27/02/2011

Noite (quase) tranquila
(3X1 ao América) 

De alva indumentária em noite amena,
Ante um velho rival de outras datas,
Voltou a se exibir, de ações sensatas
Instada, a AFE em sua Fonte Arena:

Faz a primeira parte mui serena,
De que as memórias nos inspiram gratas
Recordações, tais sérias e serenas
São das idéias suas a verena;

Mas vacila depois e assim permite
Do inimigo um jaez de brilho vário
Que já estava abatido, e então admite

Passar por susto assaz desnecessário
Até marcar triunfo que a credite
Do acesso o pleitear, por corolário.

Antonio Carneiro (Bélier)
Lisboa, Portugal
24/02/2011

Monumental! (Tal como o Rach 3)
(3X2 ao União São João de Araras)

De Rachmaninoff a melodia
Soou tal como o futebol, ingente
De seu concerto três, sufuciente
Para vencer com grande maestria:

Monumental, eis como neste dia
Exibiu-se de modo simplesmente,
Derribando em seus pagos, pela frente
O invicto rival, que ali seguia.

Que nédia ocasião, de encher a vista,
Esta, de há muito tanto reclamada
Pela malta afeana tão lirista

A dar subido alento na jornada
Cuja consumação não é prevista,
Mas lhe vinca esperança renovada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
20/02/2011


2X1 ao Sertãozinho
(Um oásis à vista!)


Em nossa travessia do deserto,
Diante de tartáreas ingresias,
Letíferas vipérias, más estrias,
Gorgonas rábidas crestas por perto,

Vendo passar a cáfila do incerto
Julgar das arbitragens azedias
No corcovado andar das torpes vias
Rumo às dunas de m… a passo certo,

Da bufa malapata finalmente
Eis que se afasta o fúnebre labéu,
E inda que com camelos pela frente

Um oásis desponta junto ao céu
A que arrogante areia faz-se rente
E de esperança nos descobre um véu.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
13/02/2011

0X2 ao Monte Azul
(Desgosto em tarde adusta)


Nas toscas brenhas de um dito gramado (relvado)
Inserido em recinto assaz recato
Coube cumprir sem lúdico aparato
Este outro compromisso assim marcado

Para a “colina azul”, tal nome dado
Ao parco sítio, onde se faz sensato
Cuidar da pele por jaez cordato
Ante a feroz platéia que o faz grado:

Diante de tais fados mal contidos
Em tarde adusta, a férvida peleja
Outro desgosto instou-nos aos sentidos;

E novamente outro que não sobeja
Em nada a nossa classe impõe sofridos
Dois gols a uma defesa que os enseja.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
10/02/2011

0X1 ao Grêmio Catanduvense
(O abominável biltre e a triste malapata)

Sujeita a mal intencionado exame
De ignóbil biltre, e da Fortuna ausente,
Perdeu de novo a AFE em casa assente
Que nada a favorece no certame:

Cruel desiderato, vil ditame
Cuja expressão se mostra mais ingente
À medida que segue, indiferente,
O duro campeonato, a nosso estame.

Talvez se fosse um podre galinheiro,
Qual de outros, nosso estádio, mudaria
Este fado, decerto, por inteiro,

E se da malapata uma alforria
Nos fosse concedida, mais ligeiro
Tal sina atroz se retificaria.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
06/02/2011


Reprise
(0X0 ao Rio Preto)


Em meio à confusão já costumeira
Que a dispensa do treinador confere,
Em Rio Preto o time não aufere
Ante um rival de inferior craveira

Mais de um ponto, ante a grande pasmaceira 
A que este quadro triste se refere,
Pois dos atletas brios mais não fere
Por reações de brios tais useira:

Assim, de somar pontos fáceis deu-se
Perder esta outra oportunidade,
Que em hora preciosa sucedeu-se

Após revés caseiro, e na verdade
Mais esta aspiração desvaneceu-se
De que inda poderemos ter saudade.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
03/02/2011

2X3 ao Comercial (R.P.)
(Erros maus… Parodiando Camões)


Erros maus, má Fortuna, ardor ausente
Em nossa perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que nos bastava a pouca ação somente.
 

Tudo passamos, deste jogo em frente
Das coisas más que por ali passaram,
E as sofridas dores ensinaram
A ter delas idéia consciente.

Erramos neste, como em outros anos,
Demos causa que Azar nos castigasse
As nossas mal fundadas esperanças,

E a não mudarmos, outros desenganos
Virão, pois já não há quem nos fartasse
De tanto prevenir de tais mudanças.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
30/01/2011

1X0 ao Rio Claro
(Noite de Regildênia e Luciano)

Para arbitrar o jogo se apresenta
Uma mulher, e a mais isso se some:
É dona Regildênia, eis seu nome
Que a todos já por si nos apoquenta;

Lambanças mil perfaz e não se isenta
Da ira da torcida que a consome
E a do treinador, que a bem lhe tome
Qualquer, o seu percurso só lamenta.

Embate complicado, além do apito
Incoerente, iníquo, doidivano,
Pelo rival, que quer ganhar no grito,

Vencemos afinal com grande afano,
Mui gratos por sair de tal conflito
Ao nosso “guarda-redes” Luciano.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
27/01/2011


2X1 ao Marília
(Rumo à meta)


Depois de não vencer por duas vezes,
Eis que afinal vencemos uma vez,
Apondo uma postura de altivez
Em pagos do rival, assaz sozes;

Que seja então por cobro de alguns meses
De ansiosa espera áureo jaez
Para uma necessária lucidez
Capaz de nos fornir amplos arneses

E assim lograr por gáudio merecido
De uma platéia que ansiosamente
Aguarda há anos ter tal sonho havido

A meta nesses tempos posta em mente,
Razão de ser de tanto haver sofrido
Tão dolorosa e pacientemente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
23/01/2011

1X1 ao América (S.J. Rio Preto)
(A Ferros)


Depois de um sofrimento intenso assaz
A que já estamos tão habituados,
Eis o gol salvador que, aliviados,
Vimos sair do ataque ineficaz,

O qual de fustigar fez-se capaz
O seu rival, com onze entrincheirados
No próprio campo, após avantajados
Por um madrugador tento e fugaz.

Do embate fica idéia irrefutável:
Não temos quem conclua finalmente
O que entretanto trama-se viável,

Tal como um músico solista intente
Improvisar de modo admirável,
Mas não saiba acabar, por mais que tente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
20/01/2011

0X2 ao União São João (Araras)
(Frustração)


Eis, começamos mal o campeonato,
Para gáudio de nosso adversário
E um mau presságio já por corolário
Dá-nos de seu teor primo contato;

E o pior, ocorre o triste fato
Com o clube a jogar de mandatário,
Antes de facear um calendário
Padrasto, de dois jogos fora em ato.

Depois de uma enorme espera e atenta,
Assim, do torcedor, a nossa equipa,
Aos olhos, nestes termos se apresenta

Para o torneio em que participa,
Deixando a frustração lavrar cruenta,
Da qual, parece, nunca se emancipa.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
16/01/2011


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Oração afeana

 

Ferroviária, sonho meu contido
Por esperanças mais de mais vitórias
Cujas imagens voltam das memórias
Para o porvir em meu porvir devido

 

A sonhos outros de um viver mais tido
De alegres vidas por viver, simplórias,
Isentas destas vãs e más vanglórias
A cujo fel me tenho submetido:

 

Deus te proteja nestas duras vias
Que vais trilhar em breve, assaz sujeitas
Às várias intempéries das porfias,

 

Enquanto eu daqui, sempre às espreitas,
Espreitarei teu rumo nesses dias,
Rogando-Lhe que tas faça direitas.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
15/01/2011

Parada show

 

Eis o Parada em campo, é garantido
O show no futebol em tarde amena,
Pois o talento puro entrando em cena
Eclipsa qualquer menos assistido:

 

Da bola tem o toque obedecido,
Para fintar os músculos coordena
Em curto espaço, e uma jogada encena
Capaz de revelar-lhe o gênio havido;

 

Parece flutuar na relva e quando
Apronta um longo lançamento, instala
O pavor nas defesas do outro bando:

 

De seu jogo a memória é que nos fala
Incomparável, deste herói lembrando,
Que só de o lembrar já se regala.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia – Portugal
01/01/2011


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