O Cantinho do Bélier

"Poema Afeano".

SONETOS DE 2009

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CANTINHO DO BÉLIER

um pouco de cultura, amor e emoção onde o tema único é a querida ferroviária.


O CANTINHO DO BÉLIER

Antonio Carneiro

http://poemafeano.blog.com/

O NATAL E A TRISTEZA DIVINA
 

O Rei dos reis em pálio aureolado
De estrelas fascinantes no sobejo
Vem ter ao mundo a colossal cortejo
De esplendorosa esteira secundado;
 

Embalde o preito de tão alto grado,
Fornido ao majestoso, ímpar ensejo,
Aqui se mostra sem qualquer festejo,
Inda que seja sempre festejado:
 

De vil presepe em palhas aparece
Por dar ao orbe exemplo mais cabal
De que é humilde quem mais se enaltece,
 

Mas vê que a gente pouco aprende, e mal
Desta lição sublime e permanece
Triste por ver assim outro natal.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/12/2009


Vasco Campeão
(Sob o comando de afeano)


Eis que ressurge o Almirante envido
Dos esforços ingentes impetrados
Por empecilhos mil alevantados
Ao seu velho estatuto ressurgido!

Guiou-lhe a nau com gesto destemido
O comandante Dorival, louvados
Seus méritos de alcances elevados
Por logro de tal feito tão subido:

O grande Vasco volta à dimensão
Que lhe valeu da fama a glória rara
Nas sendas de uma augusta tradição

Que ora resgata em rota assaz preclara
Entre os escolhos, firme pela mão
De um filho ilustre de Araraquara.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
14/11/2009

0X1 ao Botafogo (R. Preto)
De novo…


Tristeza não tem fim, eis nossa sina
Que não mudou de novo, bom seria,
Em vista da teimosa acrofobia
Cuja feição nos segue, viperina:

Eis, a confirmação de novo afina
Com a desculpa que de novo avia
Argumentos de atenuante esguia
Ante de novo a mal seguida esquina;

Sabemos, foi um time improvisado,
Com gente imberbe, sem treinos sequer,
Sujeito ao costumeiro infausto fado,

Mas sabemos também que quem quiser
Subir de novo há de fazer-se ousado:
Pensar grande é fulcral, faz-se mister!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
25/10/2009

Arena Fonte às portas do futuro
(2X1 ao Ituano)


Em noite especial de raro intento
Que História vai guardar em seus anais,
Eis que de um novo tempo áureos sinais
Vêm dar a lume o seu apontamento:

Da nova Fonte em arrebatamento
Abrem-se as amplas portas, colossais,
À multidão de adeptos para mais
Engrandecer destarte o grande evento;

No campo se agigantam os meninos
Cuja missão é de teor ingente,
Inculcada nos páramos supinos!

E o vencer se impõe, irreverente,
No templo onde inda dias mais faustinos
Hão de alegrar da AFE a nobre gente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
23/10/2009


Ave, Arena Fonte Luminosa

(em alexandrino mote)

 

De colossal jaez, audaz, exuberante,

Que entre os soberbos mais se impõe competitivo

Ergue-se o novo estádio da AFE a porte altivo,

Preito de uma grandeza a grado altissonante:

 

Eis da Ferroviária em glória assaz diante,

Apetecida a tantos, mas de seu ativo,

Notável marco erguido em tom superlativo,

Fiel espelho há muito a tal condicionante;

 

Que há de em seu reflexo vivo do passado,

Qual condão luminoso de uma etérea via

Conduzir o pendão grená a largo eirado,

 

Pois se é gigante o palco mais do que existia

Onde se construiu monumental legado,

Maior inda o será neste que assim se amplia.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/10/2009

0X0 ao São Bernardo

(Novo campo - outro alento)

 

É fraco sim, deveras limitado

O nosso time de jaez modesto,

Inseguro no jogo, pouco lesto

E, como sempre, muito mal fadado:

 

Bolas ao travessão, bolas ao lado,

Muita ansiedade, pouco mais de resto

E ao final um sufoco indigesto

Quase a nos piorar o resultado.

 

Assim vão-se dois pontos para o teto,

Em nossos pagos, mau assentamento

Para o almejo de melhor objeto;

 

Mas nada está perdido, é já momento

De em novo campo impor novo projeto

Para um futuro haver com outro alento.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

18/10/2009

1X3 ao São Bernardo
(Infausto dia)

 

Infausta tarde, infausto evento havido

Em ambiente frio e carrancudo

Como é comum no ABC sisudo,

Eis que nos soube mal o novo envido:

 

O São Bernardo sem haver vencido

De antes qualquer dos jogos seus com tudo

Arremessou-se à luta, instou-se ponteagudo

E em contra-golpes fez-se apetecido.

 

Sem agourar o mal, longe intenção

De quem mais longe ainda está da lida,

A sorte já nos escapou, então:

 

Foi em Itu em passada partida

Quando a vitória nos saiu da mão

Já quase de real acontecida.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/10/2009


1X1 ao Ituano
(Soube a pouco)

 

Primodivisionário, este também

Não nos venceu e até perdera o jogo,

Não fora por seu gáudio e desafogo

A sina contumaz que nos detém:

 

Depois de estar vencendo e assaz bem

Parte quase total do prélio, arrogo

A Fortuna ao rival concede e o fogo

De uma justa ambição se esvai, porém;

 

E eis que mais dois pontos preciosos

De sino vão parar de corda ignara,

Hábil de inda enforcar sonhos airosos,

 

Tais como os de quem muito já sonhara

Com prêmios e valores valiosos

E leva só com eles pela cara!

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/10/2009

2X0 ao Botafogo (R.P.)
(Freguês de caderno)

 

Primodivisionário, o Botafogo

Veio abrir nova fase em nossa casa

Desta copa paulista em que se embasa

Dos desníveis falados falso arrogo:

 

Por contingência más de dúbio rogo

Há hoje arrimo tal que nos defasa

De tantos cuja ação sempre foi rasa

Qual hoje também é de nosso jogo;

 

Destarte, eis este exemplo ilustrativo

Que bem calha ao caso desta vez:

O tricolor rival tão combativo,

 

Ora com tantas setas no pavez

Da divisão maior, veja-se arquivo,

Por tradição se opõe nosso freguês.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

04/10/2009

0X2 ao Mirassol

(Sufoco e vivas ao Catanduva)

 

Em outro evento assaz decepcionante,

Fomos a Mirassol o derradeiro

Da tábua confrontar e como useiro

O sofrimento instou-se acachapante:

 

Era um empate apenas o bastante,

Mas, desfalcado, o time em seu roteiro

De escarmentação perdeu-se inteiro

Deste frágil rival as hostes ante

 

Valeu-nos em Bauru o Grêmio amigo

A arrancar o empate ao Noroeste,

Placar que cai tão bem como uma luva

 

E ao torcedor caiba o remédio antigo:

Sufoco até ao fim e ao fim lhe reste

Dar vivas ao valente Catanduva!

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

27/09/2009


1X1 ao Noroeste
(Triste sina … de novo)


É sempre igual, o mesmo sofrimento,
Sina maldita, condição funesta
Que pouco ou nada de favor empresta
Em qualquer sítio, em qualquer momento:

Hoje, depois de acalorado evento,
A desfalcada equipe fez-se lesta,
Que os meninos reservas indigesta
Frente opuseram ao rival mais tento;

Com garra e atitude indigitada
Logram vencer até aos estertores,
A classificação quase alcançada,

Para ver ao final de seus labores
A conclusão de há muito costumada:
Ficam frustrados nossos torcedores.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - portugal
20/09/2009

1X1 ao Linense
(Sob o fétido bodum da arbitragem)


Sujeito a uma arbitragem vergonhosa,
Pudemos ver aqui, ninguém nos disse,
Que nos chegou a imagem, que cobrisse
Parte apenas do jogo, e facciosa,

O nosso heróico time sai-se airosa
E bravamente da vil aldrabice
Que era de ser punida, alguém a visse
Cuja seriedade fosse honrosa:

Dois gols fizemos e valeu só um,
Dois atletas nos foram excluídos
Sem para tanto haver motivo algum!

Até quando seremos perseguidos,
Que já não suportamos tal bodum
Destes chifrudos árbitros fedidos?

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
13/09/2009

1X2 ao Sertãozinho
Contas complicadas)


Em Sertãozinho, outra derrota advinda
Complica as contas do apuramento
E alarga as hostes para o sofrimento
À expectativa adido, que não finda;

Segue-se o elefante na berlinda
Em pagos seus com bravo alongamento
Da tromba rija e agudo afiamento
Do alvo marfim com mais rijeza ainda:

É que vem empolgado o paquiderme
Com campanha melhor, quase apurado
E urge não ficar na lide inerme,

Sob pena de funesto resultado,
Que outros vêm cheirando nossa derme
Com o nariz ativo e aproximado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
10/09/2009


1X0 ao Rio Preto
(A “cronaldite” e a Ferroviária)


Em dia de falhanço “cronaldino”
A frustrar outra vez o povo inteiro
Português, e de oposto o brasileiro
Ver razões de jactar o seu destino,

A Ferroviária, inda que a parco tino
De jogar, lá venceu rival matreiro
Que a vencera por quatro a um, primeiro
Em pagos seus, num jogo vespertino.

Um solitário gol, sempre presentes
A garra e a disposição decerto
Instaram ao jaez suficientes:

Conquanto o apuramento esteja perto,
Pés no chão é mister manter assentes
Até que o time enfim se ajuste certo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/09/2009

Foto: arquivo pessoal Tetê Viviani

Tributo a Wagner Bellini

Já livre da roupagem que alvergava
Por andar deste mundo na romagem,
De amigos se despede e faz viagem
Para outros encontrar, de quem gostava:

Destes a alegria se espelhava
Em cada rosto, colossal visagem
Do que parte do mundo com coragem
Ante tantos, dos quais antes privava.

Não pranteeis, ó vós que cá ficais
Inda que a vossa mágoa seja imensa
Do triste golpe atroz que experimentais:

Antes, de orar insteis de forma intensa
Até vê-lo de novo em sítios mais
Quando vós fordes à sua presença.

Antonio Carneiro (Bélier)
Setúbal - Portugal
30/08/2009 


1X2 ao América (Rio Preto)
(Má postura em dia de luto) 


De luto, em ambiente consternado
Por recente notícia, atroz, ingrata,
Um novo compromisso nesta data
Em Rio Preto hemos realizado;

O América, destarte, mal postado
Na tabela, em seus pagos se desata
Nos esforços cabais a ver se empata
O nosso ensejo e o seu inda é cotado:

Alcança o objetivo na insensata
Postura de quem não se atém sensato
Para obter melhor desiderato;

Eis, não se pode a chance dar por grata
Quando dela dispomos com recato,
Pois ela só por si se desbarata.

Antonio Carneiro (Bélier)
Setúbal - Portugal
30/08/2009 

1X0 ao Grêmio Catanduvense
(Futuro melhor à vista)

Em encharcada cancha, hibernal dia
Que o carrancudo céu inapelável
Ornava de ambiente inexorável
Cuja expressão soez não se previa,

Voltamos por cumprir nova porfia
Da copa de expressão pouco notável
No âmbito do futebol instável
Que hoje no Brasil se evidencia:

Na circunstância, até que razoável
Foi nossa prestação e nesta via
Ganhamos outro jogo e é já viável

A classificação, e bem se avia
Um futuro melhor, mais confiável
Este novo plantel que se inicia.

Antonio Carneiro (Bélier)
Setúbal - Portugal
23/08/2009

2X1 ao Mirassol
(Vencendo ínvios caminhos)


E eis outra vitória conseguida
Ante um rival assaz conceituado
Que em tempos últimos tem conquistado
Reputação de mérito seguida:

Foi com dificuldade atroz obtida
Após um duro embate assinalado
Pelo empenho dos times cujo grado
Excedeu média base na partida.

É este mais um passo no caminho
Que da estaca zero iniciamos
Num espaço de pântanos vizinho,

Capaz de nos levar por onde vamos,
De outros sucedido e não sozinho,
Firmes, sair de tais ínvios paramos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal

16/08/2009


1X0 ao Noroeste (Bauru)
(Melhor augúreo)


Preludiada pelo sofrimento
Eis como é de costume, não varia,
Uma vitória enfim desanuvia
O céu de nosso pálio firmamento:

Em sítio alheio, para este evento
Veio modificada na porfia
A nossa escolhida estrategia
Do treinador pelo assentimento;

Novos reforços, três, também jogaram,
Entre eles um goleiro experiente
E até que com sucesso se estrearam.

Preciosos são asssim, por consequente,
Estes três pontos que nos apontaram
Para um melhor augúreo, finalmente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
09/08/2009

0X1 ao Linense
(Inexperiência mais azar) 


No inexorável erro cometido
Por nossos inocentes jogadores
Perdemos outra vez nos estertores
De um jogo, absurdamente, sem sentido,

E o “elefante” assim bem sucedido
Volta a seu picadeiro com louvores
Escarnecendo de nossos humores
Sem ter sequer tal feito merecido:

Fatal destino atroz, cruel desdita
Que teima prosseguir atormentando
A AFE já tão sofrida, tão aflita.

Será ré deste algoz, mas até quando?
Pois diz-se: não há bem que sempre habita,
Nem mal que nunca acabe se afastando.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
02/08/2009

0X0 ao Sertãozinho
Requer-se paciência...


O Sertãozinho de boa presença
Foi o rival em tempo de noitada
Por compromisso de outra jornada
Nesta competição de parca tença:

Mais uma vez o palco desta avença
Constituiu-se em via complicada
Para o fluir de técnica apurada,
De relva irregular e pouco intensa.

Mal preparado, o árbitro complica,
Para além do cenário já descrito
E ao final o empate até bem fica.

A paciência impõe-se requisito
Nesta fase de ajustes que se aplica
Menos a resultados que a bom fito.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/07/2009


0X0 ao Sertãozinho
Requer-se paciência...


O Sertãozinho de boa presença
Foi o rival em tempo de noitada
Por compromisso de outra jornada
Nesta competição de parca tença:

Mais uma vez o palco desta avença
Constituiu-se em via complicada
Para o fluir de técnica apurada,
De relva irregular e pouco intensa.

Mal preparado, o árbitro complica,
Para além do cenário já descrito
E ao final o empate até bem fica.

A paciência impõe-se requisito
Nesta fase de ajustes que se aplica
Menos a resultados que a bom fito.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/07/2009

1X4 ao Rio Preto
(Inexperiência)


A experiência é condição primeva
De quem Fortuna almeja à meta instado
Para sorrir depois de conquistado
O galhardão que ao triunfo o leva;

Já diz-se mesmo em expressão coeva
Que prêmio ao cauteloso mais é dado
Cuja atitude excede a do afobado
Que ao sucesso quase nunca eleva:

Eis deste jogo uma lição sutil
Para aprender e em outra ocassião
A queda se evitar no mesmo ardil:

Em desvantagem há correr, mas não,
Do prejuizo atrás, de elan febril,
Porém com calma e organização.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/07/20 09 

1X0 ao América (S.J.Rio Preto)
(Novos Rumos)


Nova orientação, segundo jogo,
Nova satisfação, outra vitória;
Eis que assim nos parece: Uma outra história
Transcorre para nosso desafogo.

Já dá para sentir um certo arrogo
Do time, a confiança peremptória
Que prenuncia âmbitos de glória
No horizonte, plena de etéreo fogo.

Que não se rompa o traço desta linha
Ao longo do percurso atribulado
Na rota por seguir, que se avizinha

E que a sorte também a nosso lado
Desta vez não se faça tão mesquinha
Por intento de um outro melhor fado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
19/07/2009


Volta por cima
(4X1 ao Catanduvense)


De volta ao campo das competições
Oficiais, que em vias indiretas,
Mais pela fama que das próprias metas
Colimadas nas últimas missões,

A Catanduva em novas convicções
Fiados, pois idéias há afetas
A outras diretrizes circunspectas,
Fomos aquilatar aspirações:

Corroborando aquilo já esperado,
Pois fácil é prever boas colheitas
Quando o terreno foi bem adubado,

Vimos melhor fluir, assaz direitas,
As coisas para nós e o resultado
Deixa-nos de almas bem mais satisfeitas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/07/2009 

AFENET - 9 ANOS

Precioso é o sentir quando movido
Do coração, de puro amor oriundo
E este sentimento impõe-se fundo
No cerne de quem já o viu sentido.

Tanta motivação por almo envido
Anima o AFENET a todo o mundo
De proclamar um ideal segundo
As flamas de seu peito comovido:

São nove anos já de nobre ensejo
Pela Ferroviária em qualquer fase,
Se boa ou má, não lhe pesa o cotejo.

Por isso é de dizer-se em louva base:
Felicidades todas e o desejo
De muitos anos mais numa só frase:

Parabéns, Paulo Vidal, e muito ânimo para prosseguir sempre!
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
04/05/2009

0X0 ao América (Rio Preto)
("The last farewell")


Em melancólica manhã, descrentes
De toda expectativa, qualquer fosse,
Que ela, muito antes, esfumou-se,
Mercê de outros fracassos inerentes,

Entramos a cumprir, correspondentes
A compromisso apenas, pois findou-se
A derradeira etapa do que instou-se
Numa das pífias nossas mais ingentes:

Outra página negra foi escrita
De um livro que contou já tantos feitos
Urdidos em linguagem tão bonita.

Resta-nos esperar novos proveitos
Que apaguem o vigor desta desdita
Por resgatar-nos os antigos preitos.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia . Portugal
19/04/2009


AFENET - 9 anos de dedicação

Em 2002 tive a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido por Paulo Vidal, na divulgação da Ferroviária. Naquela altura, devo admitir, andava eu ausente dos cibernéticos meios que hoje nos possibilitam trazer as informações do mundo a uma pequena tela do computador. Era uma época difícil, aqui em Portugal, ainda não estava engajado, senão parcialmente nos encargos de docência que hoje já desenvolvo; não era ainda "profissionalizado", como se diz por cá. Faltava-me a "pós-graduação" correspondente (que ao fim foi uma autêntica "xaropada"...)

E da Ferroviária, obtinha notícias por outros meios, entre os quais a consulta de jornais que me eram enviados por outro grande amigo que tenho, o Wilson Silveira Luiz, ou mesmo por telefone. E as tais notícias vinham más - como ainda hoje - e com atraso. Passei a enviar os meus sonetos ao AFEnet e, por bondade de seu "webmaster" (acho que é isso), o Paulo Vidal, mereceu este trabalho um espaço especial no site, razão de minha grande satisfação, pois de há muitos anos escrevia poemas dedicados à AFE, nunca divulgados em razão da falta de um veículo de comunicação.

A gentileza deste amigo, fanático afeano como eu, que pude vir a conhecer em 2004 no Brasil, deu-me ensejo de animar-me a avançar com o meu próprio "blog", onde posso "despejar umas tretas", o que muito me apraz. 

Infelizmente, a Ferroviária vai mal; foi despromovida, mas isso não nos faz desistir, nem muito menos "virar a casaca". Há de um dia voltar aos seus dias de glória e todos ainda nos vamos alegrar muito nessa futura ocasião. Importa acreditar, como o Paulo acredita e não desistir nunca, como sei que ele também não vai desistir. Nem a morte no plano físico o logrará porque este amor pela sofrida agremiação excede qualquer dos limites planetários. E o próprio Criador admira-se e nos abençoa de tanta abnegação e estima.

E, bem a propósito deste feliz ensejo, uma notícia melhor: a Federação convidou a nossa AFE para disputar a Copa Paulista, fato que nos permitirá manter a atividade até ao final do ano. Vamos ver se os dirigentes pensam melhor agora, formando uma base com jovens valores para o próximo campeonato.

Um grande abraço, Paulinho Vidal, e muitos parabéns pelos nove anos de grande trabalho em prol das hostes afeanas.

 

Antonio Carneiro (Bélier) - Canidelo 4400-130 V.N Gaia - Portugal - 1/maio/2009


3X5 à Portuguesa Santista
[(Novo) presente de grego]


Em vergonhosa ação, que em pleno dia
Do seu aniversário, como houvera
No próximo passado da "pantera"
Sofrido a semelhante serventia,

Conclui-se o ato último que envia
Aos nodos da tristeza, a mais austera,
A nossa escarmentada tão galera,
Do opróbrio mergulhada na agonia. 

 

Quanta infelicidade em data airosa
Havemos inda de curtir destarte,
De treze anos atrás a esta parte?

Que outra lição aprendam, que é valiosa
Os que a soberba impõe aura garbosa,
Hábil de lhes tolher o engenho e a arte.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/04/2009

Balada triste

Triste balada, íntima companheira
Cuja expressão tamanha excede o pranto
Que o instrumento próprio chora enquanto
Percorre seus compassos à maneira

De uma canção em tom menor useira
Das mais profundas emoções que a tanto
Fluir tristezas, mais tristeza ao canto
Imprime, que já não lhe dá fronteira;

Hoje só tu, por meio deste amigo
Dos mais difíceis tempos já passados
Podes dizer por mim, que é tão antigo,

De tais momentos meus tão mal fadados:
E toco então e assim deles não digo
Por não saber dizê-los, tão gorados.

 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/04/2009.

Este é um dia, tão melancólico que excede os limites da própria madrugada. 

Estenda ele os seus tentáculos de tempo até fartar-se de nos magoar a todos que pranteamos a despromoção da Ferroviária. 

Até que, saciado, adormeça em sua sesta pelos evos afora. 

E que jamais volte a despertar para a triste realidade de seus acontecimentos entre nós.


0X1 ao São José
(Utopia matemática ou "terceirona")


Nênias rixosas que antes já se ouviam
Ouvem-se agora em vozes agourentas
Cada vez mais intensas, não isentas
De roucos timbres com que se aviam.

Ações pejadas de erros não se expiam
Com sérias caras, de tristeza atentas,
Porém com sofrimento a doses lentas
Até ao fim dos vícios que traziam.

Da terceirona os braços macilentos,
Abrem-se agora inexoravelmente,
Ante desculpas tolas e lamentos,

Inda que contos mil, tabela à frente,
O adepto ajuste em seus apontamentos,
Enquanto der, matematicamente.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
09/04/2009

2X1 ao Linense
(Corrente planetária)


Por um fio de luz que inda clareia
O fundo poço onde fomos metidos,
Urdimos planos de escapar, unidos
De solidária ação que nos norteia:

É uma esperança tênue, mas que enleia
Os corações grenás, de amor movidos
Pela gloriosa associação, sentidos
Do mesmo alento que a todos faceia.

Pelas ondas da rádio da cidade,
No espaço imenso do planeta afora
Uma corrente tal se persuade

Que quão difícil seja o jus embora
Desta missão, é tanta esta vontade
Qual tamanha ou maior se não deplora!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
05/04/2009

0X3 ao Atlético (Sorocaba)
(Abominável!)


Abominável quadro! Que tristeza!
Quem mais horrendas cenas preveria?
Eis, das piores a maior fatia
Cabe-nos toda com toda a justeza!

Não se pode entender tanta pobreza
Tal como antes jamais entenderia
Qualquer um, pois de igual bisonharia
É difícil prevel tamanha empresa.

 

Já se fala em vender a Sociedade,
Do que lemos o referente aviso:
Se isto for anúncio da verdade,

Quem comprá-la, que tenha mais juízo
E as tradições respeite em igualdade
Para não ver-se entrado em prejuízo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
29/03/2009


0X1 ao Sertãozinho
(A sétima lágrima - Só Deus, agora...)


Valer-te Deus agora, eis o que resta
Para conter ainda a vaga imensa
Que já te envolve em halos de descrença
Na reta de finais que mui se apresta:

Pode-se ver a dimensão funesta
Com que a falácia vã de forma intensa
Logrou de te arrastar à vil sentença
Que hoje em desgraça teu legado arresta.

A Ele pois, hás de apelar somente,
Antes de vez que o mal maior se instale
Para do opróbrio o jus impor-te assente,

Mas é mister lembrar: Não equivale
Dispor jaez de graça consequente
A Deus, que enfim aos outros também vale...

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
26/03/2009

[A 6ª Lágrima - Recado aos(ir)responsáveis]
(Parodiando Camões)


Erros mil, má fortuna, amor ausente
Em tua perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para ti bastava amor somente

De quem muito te ousou, indiferente
Às mágoas que se tanto magoaram
A todos nós e a tanto nos ousaram
Já não nos dão memória de contente,

Errando para gáudio de teus danos
Por que a fortuna assim te castigasse,
Baldando-te as remotas esperanças

Das quais visses senão breves enganos
Inda que só por ver e assim fartass
Este teu justo gênio de vinganças.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
22/03/2009

2X2 ao São Bento
(Incompetência)


O torcedor que o jogo não seguisse,
Com suas peripécias e sequências,
Talvez o prosseguir de amplas carências
Neste presente grupo não o visse:

Talvez até um preito almo sentisse
De bom sentir em suas pertinências,
Porque de alheios pagos as vivências
Nem sempre algo concedem de ledice,

 

Mas há que encarar da realidade
Os fatos como são, sem ter sonhado
Quimeras de sutil trivialidade,

Pois quem ante um rival debilitado
Para o vencer não tem habilidade
Do que ele inda mais é fragilizado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
17/03/2009


0X0 ao Flamengo (Guarulhos)
(Espantando a malapata)


Foi lisonjeira a tarde, noite cá,
E ao corolário dos fatos recentes,
Eis, se percebem algo mais contentes
Nossos adeptos, em seus gestos, já:

De acreditar-se, doravante, há,
Mesmo que com reservas bem prudentes
Porque decerto inda se dão ausentes
Virtudes que uma sorte só não dá

E à faina dar apoio de quem trata
De corrigir erros de jus alheio
Por cujas consequências de permeio

Este atual contexto bem retrata
Té espantar de vez a malapata
De que esta onda de azar enfim proveio.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/03/2009

1X0 ao União Barbarense
(Segundo sorriso ... a ferros)


Foi mais no coração que por virtude
Esta vitória a ferros arrancada,
Tornando-nos ao peito acalentada
Uma esperança de mor amplitude:

Ao menos constatou-se outra atitude
Do grupo nesta assaz feliz jornada,
Dos erros a fazer latibulada
A face em vários lances amiude.

Erga-se em marco então para futuro
Esta conquista de alvitrar tão nobre
Por que ele assim pareça mais seguro,

Noutro cenário que o sentir recobre
De melhores avenças por conjuro
Das tantas aflições, e as desdobre.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/03/2009

Mudanças a granel

E vai mais um embora, outro é tratado:
É o carrossel dos técnicos da AFE,
O dos barcos Rabelo a parca gafe,
O Moura que ali já foi engajado.

Há sempre nas mudanças algo errado
Inda que errado mais delas se anafe
Seja o que foi mudado e assim se safe
Quem explique a razão de haver mudado.

 

Bem haja esta transformação, conquanto
Saibamos quão difícil é que o seja,
Por bem do infausto clube, e entretanto

Faça-se humilde e astuto quem planeja,
Ouvindo doravante mais enquanto
Saiba intuir o que o futuro enseja.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
05/03/2009


0X1 ao Rio Claro
(A quinta lágrima ou as fases de um projeto)


Quando um projeto é feito ambicioso
No virtual contexto do desenho
Muitos se afincam com cabal empenho
Por que o julguem fulcral e assaz cioso;

Agendam-se reuniões a rol copioso
Para tegiversar a sério cenho,
Mas se ao barco se vê o furo ao lenho
Há que fugir do meio embaraçoso.

E eis na nau da AFE um rombo informe:
Quem é culpado, o Homero ou o Feola
Que já lá vão a uma distância enorme?

Resta esperar que ainda algum cartola
Possa lograr desta missão disforme
Algo de bom para lhe haurir a tola.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/02/2009

2X1 ao Comercial
(Primeiro sorriso)

Amarelado sim, e bem sofrido,
De muito custo em vias arrancado
Qual bálsamo concede aliviado
Prazer a quem se encontra combalido,

Eis que o sorriso alarga-se comprido
Dos lábios afeanos no legado,
Em época de Entrudo conquistado
E há tanto tempo embalde perseguido:

Renasce a esperança em tom grená,
Matiz de viva imagem concebida
Em ritos de almejar e de oxalá.

Que assim bem rija e mais seja mantida
Até nos dar certeza em dias já
De que a aflição se faça despedida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
22/02/2009
                

0X1 ao União São João
(Quarta lágrima - O sonho ruindo)


Creba à pancada de um tarol dolente,
A curto passo de infeliz ensejo,
Avança célere, que a lento almejo
Rumo a triste desfecho, infelizmente,

O sonho acalentado há muito, ingente,
De prosseguir por lídimo desejo
A pesadelo instado no cortejo
Que aponta a realidade, indiferente,

 

Com dedo em riste, os erros pondo à vista,
De incompetência os atos referindo
De cujo efeito a causa antes prevista

Fora denunciada a quem, sorrindo,
Quedou-se à omissão por otimista
E hoje a lúgubre intento o vê ruindo.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
19/02/2009


0X1 ao Rio Preto *
Terceira lágrima - O vácuo das esperas)


Às vezes se a estultícia convencesse
E a altos grados seus pares levasse
Inda que pouco ou nada isto importasse
Ao mundo onde tal vício sucedesse

De bom, por quem espera que vencesse
Mesmo que errada, de tal pífia classe
Algo seria lídimo esperasse,
Insólita ilusão em que vivesse.

Assim no inusitado permanece
A nossa claque, de viver quimeras,
Longe da realidade que lhe desse

Logo o saber cabal , que buscas meras
Ao virtual onde jamais soubesse
Do vácuo onde lhe jazem as esperas.
 
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
15/02/2009

1X1 ao Rio Branco
(A espinhosa estrada da AFE)


É triste a sina e espinhosa a estrada
De quem por negligência ou mau pensar
Os planos bem não faz ao caminhar
E assim tão mal calcula a caminhada.

A cada passo sente mal cuidada
A própria condição e seu julgar
Haure de pessimismo não vulgar
O ritmo da próxima passada

E assim pelos tropeços impelida
Arrasta-se em missão custosa e imiga
Hábil de lhe inspirar tão negra a vida,

Em busca de um alento que consiga
Miraculoso haver em sã guarida
Para que então no andar melhor prossiga.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
12/02/2009

2X2 ao Catanduvense
(O brio juvenil)


Ah, se quem manda bem mais escutasse
Quem já de há muito clama e não escuta
A voz da sensatez na árdua luta
Contra a teimosa ação de quem mandasse

E neste proceder continuasse
Com humilde expressão numa conduta
Que exalta o agente que dela desfruta,
Porque desta humildade desfrutasse,

 

Tanto melhor louvor mereceria
Quanto maior sucesso conseguisse
De ontem como se viu nesta porfia

Na qual ficou mostrado ser tolice
Trazer de fora um grupo à revelia
De um bom trabalho e sério que o seguisse.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/02/2009 

* E.T.: A melancólica trajetória da Ferroviária acaba por ensejar, embora a muito contragosto nosso, o versejar fatídico do estro camoneano, como aqui se vê e no soneto anterior, Brio Juvenil. Volta, Boccage, antes que seja tarde...


0X1ao Juventus
(Segunda lágrima ... Oh, Deus! ...)


Pela rua dos Trilhos conduzida,
Carris saudoso da provecta Mooca,
Eis que a locomotiva se desloca
Para outra etapa ter assim cumprida

Da árdua empresa em que se vê metida
Com toda a imensa série que provoca
De empecilhos hostis onde se aloca
Sem a preparação que lhe é devida.

Já mais não tem o gordo maquinista
Que a rota lhe traçou tão mal cuidada
E em tais condições assim é vista

A desfilar em trôpega passada
Ante um Juventus que nada conquista
E asim mesmo fá-la derrotada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
04/02/2009

1X2 ao São Bernardo
(A primeira lágrima)


Eis a primeira lágrima vertida
Das muitas de um cordão que se divisa,
Nem preciso é ter dom de pitonisa,
Tal a ação grotesca que se envida:

Quando de cegos guias conduzida
É outra clã de cegos, não precisa
Ser sábio quem, mesmo de longe, avisa
Do lúgubre destino de tal lida.

Em insensato agir, teimosamente,
Fixou-se, e a desta infausta teimosia,
Há muito tempo a casta dirigente,

Não se afastar, a mais ou menos dia
Irá colher os frutos da semente
De acre jaez com que a seara avia.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
31/01/2009

0X0 ao Atlético Monte Azul
(A cepa torta)


Sem novidades, eis o sofrimento,
O mesmo que de há muito conhecemos:
Pouca ambição e tal não compreendemos,
Pois mais é de esperar o nosso intento;

Por certo, não se foram deste evento
Os pontoso todos, fora que o tivemos
De pagos nossos, tal como teremos
Os próximos, de esdrúxulo advento,

 

Mas é preciso instar do conteúdo
Outra expressão do futebol jogado
Que exceda um conformismo pouco agudo,

Pois não se realiza o conformado:
Audácia é requerida além de tudo
Para lograr-se o alvo colimado.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
25/01/2009


Em busca de um "alvará"
(Boa sorte, Ferroviária!)


De estádio novo, ainda que não já:
As obras se atrasaram como sói
De ser no que com prazo se constrói
A não cumprir, seja isto além ou cá,

Partimos novamente do "alvará"
Em busca à divisão maior e dói
De se pensar na idéia que destrói
Deste aspirar um simples oxalá:

Destarte, é olvidar o parco ensejo
Da formação de um time mal envida
Que é fácil ver por um simples cotejo

E de esperança haurir ares da vida,
Pois é melhor curtir um bom almejo
Que de prévio carpir triste guarida.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/01/2009

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