O Cantinho do Bélier

"Poema Afeano"

SONETOS DE 2007

HISTÓRIA
O TIME
LINKS
CADASTRE-SE
O AUTOR
CAMPEONATOS
BAZZANI
OPINIÃO
CANTINHO DO BÉLIER

um pouco de cultura, amor e emoção onde o tema único é a querida ferroviária.


O CANTINHO DO BÉLIER

Antonio Carneiro

http://poemafeano.blog.com/

O objeto misterioso

(absolvição do Linense)

Qual será este objeto cuja rota inverte
Da idéia nas cabeças desta dita honrada
Gente que julga em tribunal de tida alçada
Por competente e justa e em dias dois converte

A sentença que um réu condena e a reverte
Numa total absolvição por consagrada
Margem de decisão de seu jaez instada
Sem para tanto haver razão que isto acoberte?

Terá por dimensões arbítrio tão extenso
Que exceda os bons limites que a justiça obtém
Dos juízes que exercem seu melhor consenso

E os faça cegos quais, do bom juízo aquém
Para sorver da iniquidade o podre intenso?
É desditosa a pátria que tais filhos tem!

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
10/11/2007


1x1 ao Linense
(O infausto bicho)


Incômodo elefente, infausto bicho
Que sempre empata nossa senda, embora
Nunca nos tenha arremetido fora:
Eis maldição, que talvez por capricho

Da tromba exale, qual de água esguicho
Que encharca a via e mais não se demora,
Estrago vil, a inopinada mora
Trazer às caminhadas, pau de espicho,

Porém que há de ser o que já dado
Soeu de ser e há de ser ainda,
Em picadeiro seu, ou emprestado,

Pois o animal terá decerto finda
A sua audácia enfim, domesticado,
Porque a final nos há de ser advinda.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
03/11/2007

3x0 ao Botafogo (R.P.)
(A pantera domada)


E eis o "cauteleiro" no caminho,
Por sorte nossa como adversário
E disto logo vem por corolário
Largo triunfo em casa do vizinho:

Faz da "pantera" um gato tão mansinho
Que o rabo encolhe em vias do cenário
Da luta e põe-se a defender, sectário
Do medo, em seu jaez curto, mesquinho.

Assim nos apuramos novamente
Entre os quatro primeiros da jornada
Para as semi-finais de consequente,

Como um time que somos, de chegada
Que às glórias vai tornando, irreverente,
De audácias pleno, em luminosa estrada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
28/10/2007 

2x0 ao Botafogo (R.P.)
(Alma corajosa) 


Viramos bem com dois à frente e agora
Para a segunda etapa é necessário
Manter tranquilidade em corolário
Desta vantagem que se fez, lá fora

Em Ribeirão porque afinal demora
Por acabar o jogo, outro cenário,
Tal é da Copa o regular sumário
Que ida e volta impõe por esta hora.

Eis, afinal, a exemplo do ano findo,
Entramos a ganhar em desvantagem,
Quando acabamos por vencer, subindo

A cada etapa, impondo em vassalagem,
Com brio, audaz vigor que aduz, e é vindo,
O vencedor, de alma com coragem.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
21/10/2007 


0x1 ao Linense
(Até sempre, Olivério)

 

Foi com imensa tristeza que soubemos, neste funesto dia em que deixaste o veículo físico, que tão sabiamente soubeste usar para nos conceder tantas alegrias, querido amigo, nosso ídolo maior.

Lembro-me ainda de nosso último encontro, em 2004, quando, já muito debilitado, e com a humildade que tanto te engrandecia, falavas de alguns episódios vividos ali mesmo, na gloriosa Fonte.

Como não existe morte em nenhum ponto do Universo, sei que continuarás a acompanhar-nos e serás mais um a iluminar o resplandescente caminho que ainda o nosso clube há de trilhar.

Hoje, enquanto pranteamos esta imensa mágoa, também no campo de jogo perdemos, com gol duvidoso, conquanto a classificação tenha sido obtida anteriormente.

Não me atrevo, estimado irmão, de pleitear no verso uma sincera homenagem à tua grandeza afeana. Eis que sinto-me pouco significante para fazê-lo. Para tanto, socorro-me do inexcedível vate da língua portuguesa, o grande Bocage, que para ti envia a seguinte mensagem:

Guilherme Bonini/Tribuna Impressa de Araraquara/Arquivo

"Neste dia em que o véu mortal despiste,
Dias eternos te confere a Sorte.
Se longe do universo errado, e triste,
Triunfa teu espírito fulgente,
Imortal entre nós teu nome existe."

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
14/10/2007

 


5x2 ao Guaratinguetá
(Rumo ao bi...) 


Embalde maus presságios que lá vão
E fiquem longe, bem assim se faça,
Vencemos com vigor e muita raça
Por gáudio imenso em cada coração.

Vivos estamos na competição,
A liderar o grupo e já nos passa
A idéia de outra vez ganhar a taça,
De mesmo escopo em bi-áurea missão.

Requer-se, todavia, que saibamos
Gerir esta euforia a siso pleno,
Pois falhas há, delas não esqueçamos:

De seu cuidar, âmbito mais ameno
Há de surgir para que prossigamos
Em busca de um porvir amplo e sereno.


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/10/2007

2x0 ao Atlético (Sorocaba)
(Alegria de volta à Fonte)


A alegria voltou em tarde amena
E todos nós saudamos sua vinda,
Da Fonte ausente há algum tempo ainda,
Que é sempre tão suave, tão serena;

Porém o sofrimento apôs-se em cena
Como é mister soer porque não finda
De a defesa manter-se na berlinda,
Sempre que é exigida de vez plena.

O talento valeu, que assim se faz
De bom jaez a qualidade instada,
Do Robson, que se firma e é capaz

De afirmá-la nos passos da jornada,
Revigorando assim o sonho audaz
De a façanha alcançar, já alcançada.


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/10/2007

1x3 ao Atlético (Sorocaba)
(Derrota em jogo ganho)


Até que por começo a esperança
Ergueu seu lume claro e promissor,
Mas a promessa não se fez impor,
Que nos faltou audácia e confiança

E da concentração a pouca usança
Instou falhanços mais cujo teor
Caro se paga de maior valor
Quão menos se lhe empenhem a fiança:

Assim perdemos outra vez, depois
De ter na mão o pássaro aturdido:
Ora, vós de meu time , por quem sois?

Parece que haveis apetecido
A não vencer quando venceis já, pois
O jogo não venceis, que está vencido!


Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/09/2007


1X0 ao Guaratinguetá
(Fundada determinação)


Com garra e sacrifício, assim se ganha,
E audaz vontade, em busca devotada
De o triunfo alcançar em jogo cada,
Seja qual for, que a outros nos oponha.

Em Guaratinguetá deu-se a façanha
Por poucos mais prevista ou esperada,
A mostrar que a dificuldade é nada
Quando a fé na vontade se componha.

Alento então maior se dê agora,
Pois inda temos farta ocasião
Para seguir o rumo em boa hora

E alcançar de novo o galardão,
Porque é provado: nada se deplora
Quando é fundada a determinação.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
23/09/2007

Ah, Camões!
(2X2 ao Linense)


Ah, meu time insensato! Assim deixaste
Quem não deixara o jogo de vencer-te,
Que empate é em derrota o converter-te,
Tão asinha a vitória desprezaste!

Como já para sempre te apartaste
Do triunfo, apressando de perder-te?
Os árbitros puderam defender-te
Que não visses que tanto me magoaste?

Nem falar, se tentasse, da má sorte
Me deixas que tão cedo o desencanto
Em mim e na torcida consentiste!

Oh, céus! Oh, dor! Oh, mais que nos conforte!
Que pena mais sentir que valha tanto
Qual esta de deixar-nos sempre triste?

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal
23/09/2007


E.T. 

O verso 7 de ambos os poemas alude ao mesmo significado, ressalvando-se as duas situações: 

O mar pode evitar que soubesses como me magoaste, no soneto de Camões, assim como: 

Os árbitros puderam evitar que soubesses como me magoaste ( a mim, no meu soneto). 

Isto numa alusão ao que já é costume: os árbitros sempre a roubar-nos.

Antes que alguma crítica se faça, esclareço que a aparente incongruência de meu último verso, no qual o final epíteto é singularizado, explica-se por tomar-me eu como o portador a representar toda a tristeza que ultimamente toda a massa grená experimenta.

 

3X3 ao União
(Reação)


De grande efeito a enorme reação
Em jogo hostil, de nosso grupo ousado
E o time assim está classificado
Para outra fase da competição.

Fez-nos lembrar com lídima emoção
Os grandes feitos áureos do passado,
Que não se possa dar por olvidado
O que a princípio se passou então:

É que não pode ser decerto aceito
Levar três gols por falhas clamorosas
Como já tantos outros nos têm feito.

O brio impôs missão que outras airosas,
Porém rever o que não está direito
Urge, antes de as termos mais gravosas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
09/09/2007

0X1 ao Botafogo (R.P.)
(Nau à deriva?)


Em noite negra,de maus resultados
Plena, também nos coube o dissabor
De ver, mais uma vez, parcos de alvor,
Do nosso time, os cuidos mal cuidados.

Eis que assim muito mal vão nossos fados:
Nem mesmo em nossa casa dá penhor
Este grupo por alvos de valor
Que, com sucesso os ganhe, colimados.

Antes de o Botafogo ter vencido
Este outro jogo enfim, que nos derrota,
Vence-nos mais a falta de sentido

Que entre os dirigentes se denota
Para traçar rumo estabelecido
Com sensatez por quem conheça a rota.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
06/09/2007


0X0 ao Sertãozinho
(Audácia pouca)
 

De alheios pagos é trazer decerto
Um ponto positivo bom proveito,
Algo que em parte deixa satisfeito
Quem o consegue, seja longe ou perto:
 

Chega a ser arma de jaez coberto
Por estudada tática e é jeitoso
Da italiana escola o proveitoso
Colher, que tanto já ganhou, por certo;
 

Porém para o empate é covardia
Jogar, contra o lanterna da tabela,
Que nada quer tirar dessa porfia.
 

Uma atitude tal não dá chancela
Ao que vôos mais altos desafia
E mantém-se em baixios, à cautela.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
31/08/2007

3X1 ao XV de Piracicaba

[Teo(rema) bem aplicado]

 

No futebol também a Matemática

Aplica-se, e tal se viu com grado

Na noite em que na Fonte fez-se ousado

O nosso time por mostrar na prática

 

Que quando um teorema em didática

Conveniente faz-se demonstrado

Com raciocínio pleno e organizado

Flui bem, como no jogo a boa tática.

 

Foi Teo o competente professor

A organizar no campo o grupo inteiro

Que percebeu da cátedra o teor

 

E de seu uso há de fazer-se useiro

Para ordem na casa recompor

A tempo de torná-lo rotineiro.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

26/08/2007

2X4 ao Catanduvense

(Decepção)  

 

O que preocupa mais por esta parte

A derrota não é, em si, também

As pífias dos zagueiros que a ninguém

Convencem, pois lhes falta engenho e arte;

 

Deste torneio não será, destarte

Objetivo maior senão além

De a final colimar que dá por bem

Um prêmio que se entre dois reparte:

 

Preocupa sim, que não haja, de base

Um plano definido que sustente

A formação contínua de valores,

 

Hábil de conservar em qualquer fase

Um padrão de jaez independente

Não sujeito do azar aos maus pendores.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

21/08/2007


0X0 ao Mogi-Mirim

(Desvios perigosos) 

                    

Dois pontos foram mais, jogando em casa

Para a corda do sino, assim se afirma

Por estas plagas cá, não se confirma

De último campeão a nossa gaza.

 

Nada enfim para já que nos compraza,

Pois sabe-se que o grupo não se firma,

Num contexto que as falhas reafirma

Do time, e as virtudes não transvaza.

 

Este campo de ensaio, todavia,

A novos e exigentes desafios

Cultivado não é, à revelia

 

Do bom senso afinal, e tais desvios

Podem nos afastar da reta via

À divisão maior de nossos brios.

              

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

12/8/2007

1X2 ao União São João

 

Qualquer desculpa, é certo, não se aplica,

Que justifique este resultado:

Perdemos outra vez, assim se explica

E o torcedor fica "entupigaitado".

 

O palco foi Araras dessa "trica"

Na qual o futebol apresentado,

Da platéia deixou, assaz "nanica",

O humor inda mais "arreliado".

 

O goleiro falhou-nos outra vez,

Que é guarda-redes nesta terra lusa,

Deu "água pela barba", insensatez,

 

Em nossa vã defesa, e tão confusa;

Meio campo não houve e, bem soez,

A "linha" ainda mostrou-se mais obtusa.

 

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 5/8/2007

2X2 ao Botafogo R.P.

(A Copa F.P.F. e o Futuro)

 

O Bota-Ferro instou-se por evento

De honesta disputa, e convincente,

Conquanto seja a todos evidente

A carencia dos clubes no momento.

 

Esta Copa, é preciso ter-se intento,

Desprezada não pode ser da gente

Que aspira a algo mais, se é ciente

Das sendas a que alvitra seguimenrto:

 

Para ajustar os times também serve,

Senão formá-los, para o Campeonato,

Que melhor sorte este lhes reserve.

 

Olhai, pois, que mandais, para este fato

Por que o futuro pouco não preserve

De suster nosso mor desiderato.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

02/08/2007 

Obs. Entenda-se os termos assinalados entre aspas como gírias ou calões, com os seguintes significados:

 Entupigaitado: perplexo; Trica: briga de gente fraca; Nanica: ínfima; Arreliado: indisposto; Água pela barba: desespero; Linha: conjunto de atacantes num jogo de futebol


1X2 ao XV de Piracicaba

(Síndrome do XV ou má gestão?)

 

De oeste em Santa Bárbara, emprestada

Casa do Quinze de Piracicaba,

A síndrome que afeta, não acaba,

O time, do rival, a jogo cada;

 

Porém, mesmo de longe, a coisa olhada

Melhor, nos dá visão que não se aldraba,

Mais real, mais concreta, a qual não gaba

Quem compete gerir nossa jornada:

 

Eis, depois que o Dinei se foi embora,

Bom outro matador nós não tivemos

De que ausencia o Renato dava escora.

 

Esta saiu, e o Mauro, enfraquecemos

No ataque e na defesa: Já agora

Há que repor a força que perdemos.

                  

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 22/07/2007

AFE 3X2 CATANDUVENSE

(Ares de desafogo...)

 

Entramos a ganhar, é bom sinal,

Na Copa da Federação Paulista,

Prenúncio já, talvez, de outra conquista

Que tanto merecemos, afinal;

 

E o prélio foi em Jaboticabal

Por pena imposta de modo intriguista

A quem de vítima, na ação sofista,

Tornou-se em réu, escandalo arbitral,

 

Mas o melhor, ao longe faço idéia

Pelo que li, que ouvir não pude, o jogo

È que o Renato teve a vaga cheia:

 

O Robson chegou, tomou-lhe arrogo,

Enchendo os olhos de toda a platéia,

O que nos dá ares de desafogo.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal - 15/07/2007

Rumo ao bi 

A Copa volta, da Federação
Ao ambito de nosso alvitre instada
E eis, de novo ao sofrimento cada
Um torcedor se entrega, na ambição

De outro sucesso mais, que é campeão
O nosso time, da edição passada
E é justo sempre ver-se renovada
A alegre etapa já vivida, então.

O time é outro, algo foi-se embora
Na migração de atletas, que é normal
Nas fases de defeso, mundo afora.

Melhor se faça, para que afinal
Do bi no passo, antes como agora,
Caminhe, firme, e aa A1, meta final.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
11/07/2007


A Ferroviária em Portugal

Passava-se o ano de 2000, estava eu em Lisboa, exatamenrte na Praça da Figueira, quando por acaso, a título de uma informação de que necessitava naquela cidade, acabei por estabelecer diálogo com um senhor, "alfacinha", como se diz dos nativos locais. Para minha surpresa, era um conhecedor profundo do futebol brasileiro, que admirava deveras. 

E mais surpreso fiquei ao perceber que o novo amigo conhecia a Ferroviária, pois a havia visto jogar em Lisboa, em 1960 e então me perguntava por que não se sabia mais nada aqui sobre a mesma. Escusado é dizer que passei o resto do dia em conversa com o cidadão, tentando explicar-lhe as razões do "desaparecimento" do noticiário daquele time que tanto encantara os portugueses, quando aqui se apresentou.

Deste diálogo, originou-se o poema que abaixo transcrevo, feito em homenagem à gloriosa Associação Ferroviária de Esportes, que, praza aos céus, há de estar de volta muito em breve aos noticiários internacionais.


À ASSOCIAÇÃO FERROVIÁRIA DE ESPORTES
de Antonio Carneiro (Bélier) - Um imigrante brasileiro, torcedor da A.F.E., em terras lusas.

INTRODUÇÃO
 

De outono algoz domingo o sol aquece
O lar querido e vem na tarde amena
À Fonte, onde deveras se entristece
Do amado clube ao ver tragédia plena.
Amargurado, esconde-se, esmaece,
Bradando aos céus, inolvidável cena:
"Aqui não moro mais, ninguém me ampara!"
E desce a treva sobre Araraquara.

I

 

Eu conheci nos tempos de criança,
Quando dos sonhos mil as cenas via
Nas brumas da mais sólida esperança
Um time que de encanto olhos enchia
De quem o visse, tal que na lembrança,
Jogar, o seu jogar permanecia.
E assim ficou famoso em toda a parte
Onde da bola se adejava a arte.

II

Era de longe, milhas afastadas
Do sítio onde eu morava, mas decerto
Assiduamente o tinha nas jornadas
Que, memoráveis, me falavam certo
Por ondas tropicais, rádio-captadas,
O longe assim tornando sempre perto.
Adepto então me fiz de pleno ensejo
De outros sempre em vantagem no cotejo.

III

Foi época do esporte memorável
No meu torrão querido esta que aponto
Em que com desempenho formidável
O mundo conquistou, de amplo confronto
A seleção, bi-campeã notável
Que fez o futebol de fadas conto:
Inexcedível tal o seu fascínio
Que todos os demais pôs em declínio.

IV

Os astros da pelota em grandes montras
Brilhavam no apogeu intensamente
Pelos estádios onde prós e contras
Lançavam-se com garbo condizente;
Do reino mundial a dar demonstras
Que o pleno poderio é lá presente:
O espetáculo que fez regalo
De quem pode de perto observá-lo.

V

E ali então no meio desta jaça
Inexcedível que ficou na história
Do esporte-rei, ao mundo erguendo a taça
Em cena assaz presente na memória,
Que o time de que falo, ar de chalaça,
Impôs-se com insuperável glória
E só não foi dos píncaros primeiro
Por não ter influência nem dinheiro.

VI

Transpôs limites nacionais a classe
Com que requinte dava à sua arte,
Mostrando a quem o visse ou enfrentasse
Ápice de valor que assim destarte
A mais alto jaez se consagrasse
O nosso futebol em toda a parte:
Imagem que ficou, inda lembrada
De tantos a quem foi apresentada.

VII

Disto dou testemunho hoje concreto
Quando me ausento por labor instado
E venho à pátria mãe onde é dileto
Dos brasileiros que aqui têm estado
O recordar, cheio de amor e afeto,
E glória que aqui tenham conquistado;
Assim a comprovar que na memória
Ficou daquela equipe e bela história.

VIII

"_ Ó gajo! És da Ferroviária, eu sei:
Vi-vos aqui jogar lá no Restelo,
De vosso futebol tanto gostei
Que ao Alvalade fui tornar a vê-lo:
À Luz não pude ir, mas toda a grei
Quedou-se a vosso grupo de dizê-lo
Hábil ao definir no trato à bola
Padrão de jogo de fazer escola.

IX

Até nas Antas, onde não vencia
Há muito tempo algum adversário
Foi lá jogar teu time e conseguia
Do Porto sobejar aprumo vário
Num jogo memorável que viria
A ter interessante corolário:
A taça que era ali então mantida
Foi aos de Araraquara oferecida.

X

E soube mais, que além o mundo andastes
A levantar de vosso povo a fama
Ainda mais, que tanto conquistastes
Em sítios cuja glória se proclama
Qual sempre e hoje também por cá deixastes
A voz unânime que a grei exclama:
Eis do país irmão soberba gente
Que arte do futebol pratica, ingente.

XI

Explica então, porém do que sabemos
Por mídia do que vos aconteceu,
Pois pelos poucos que nós entendemos
Muito de vossa glória esmaeceu
Por quem, ouvimos, mas não conhecemos
Vos tem ultrapassado e arremeteu
Aos últimos lugares da tabela
Do campeonato, qual nos chega à tela.

XII

Mogi, Araçatuba e outros mais
Que cá não conhecemos mas valia
Terão, pelo que lemos, e jamais, 
Tanta que então uma sequer porfia
Levá-los de vencida o consigais
Da disputa como vos competia:
Posto que a fama vossa impõe haver
Necessário por brio de manter,

XIII

Terão estas equipes tal valor
Em campos de contendas conquistado
Que opróbrio assaz ingente vos impor
Seja delas o corriqueiro fado
Ou tanto se ofuscou o tal fulgor
Grado das culminâncias do passado
Que hoje de abrolhos na ingrata via
O vosso andar acaba e principia?"

XIV

Entristecido, ouvi do lusitano
Que ama o futebol e o prestigia
Como qualquer de nós, em mesmo plano,
Pois cá também jamais se principia
Qualquer conversa em todo extenso ano
Sem o desejo assaz e a alegria
De discutir do esporte preferido
A comentar o clube mais querido.

XV

Então contei-lhe sobre anos além
Após aquela equipe que adulara
Como tantas formamos e também
Dos seus artistas que de estirpe rara
Da bola se lançaram qual ninguém
À glória, a sublimar Araraquara;
Celeiro memorável onde instava
De jogadores que ao Brasil mostrava.

XVI

Disse do nosso time memorável
Que em sessenta e nove foi terceiro
No campeonato por teor instável
Das arbitragens, como era soeiro;
Da taça dos invictos, formidável
Êxito que nos fez impor primeiro
Ante outros poderosos que decerto
De nosso andar quiseram chegar perto.

XVII

E do respeito que sempre imputava
A nossa AFE ao visitar terrenos
Alheios, onde só se comentava
Como árduos seriam, pouco amenos
Os jogos contra nós e se apontava
Em jeito de humildade em tais comenos: 
"_Ora, que se empatarmos já seria
Um resultado que bem serviria."

XVIII

Porém os anos foram se passando
E o futebol também se transformou:
Novas idéias plenas, se lançando
De maus anelos e tal fomentou
Dos dirigentes de quem cobiçando
A fama antes só sua, cobiçou
E esta cobiça atroz foi conselheira
De agouro mau, terível companheira.

XIX

A cartolagem, como lá se fala,
Criou critérios hábeis de fazer
Perpetuar-se em ampla, longa escala,
Em postos de prestígioe assim poder
Dispor dúbios conceitos a dar pala
De alguns a seu jaez favorecer:
Não fora o paraíso aquela terra
Da vil politicagem que ali berra.

XX

Fizeram grupos novos, divisões,
Séries a situar no mesmo plano
Tanto os que conquistaram escalões
Com lutas e valores, ano a ano
Como outros, convidados, rufiões
De alheias plagas, a anelo profano
Que faz de igual valer o conquistado
Ao que de iníquo ensejo seja instado.

XXI

E assim os dirigentes se fizeram
Perpetuar nos cargos, na permuta
De votos por favores que apuseram
Da iniquidade o prêmio de quem luta
Por digno merecer e compuseram
A fórmula odiosa da disputa
Hoje capaz de impor o Araçatuba
Na divisão maior, que lá não suba.

XXII

Disvirtuar também neste cenário
Vieram grupos fortes, financeiros,
Que times fabricaram, corolário,
Com seus prestígios, com os seus dinheiros.
Criou-se imagem do clube-empresário
Capaz de se instalar entre os primeiros
Sem sequer um atleta possuir
Que nesta fama o faça prosseguir.

XXIII

Falidos clubes formam times fortes
De alheias fontes o recurso instando
E nesta guerra infame impõem sortes
Aos que tentam vitórias trabalhando,
Da honestidade impondo contrafortes
Que limitam de meios o seu mando:
Eis, é melhor viver de frente erguida
Que de vergonha vê-la empedernida.

XXIV

E nisto, caro amigo lusitano,
Nisto temos orgulho de o dizer,
O nosso clube é forte, é de bom plano
E sempre faz cumprir o bom dever:
Jamais se apôs vulgar e doidivano,
Modelo é de cumprir, de proceder,
E este cartaz maior tem hoje em dia
Que outros não podem ter, em maioria.

XXV

Mas tudo enfim, de si não justifica
A desastrosa ação de nosso time
Que por três anos já não se abdica
De mal acompanhar quem não se exime
Aos últimos lugares, não se explica
Que a Ferroviária assim colime
De não ser rebaixada única meta,
Aspiração ridícula e discreta.

XXVI

Dizem até que o sol, qual reza a lenda
Que em Araraquara faz morada
E em tardes de domingo vinha à senda
Do campo apreciar cada jornada,
Fez-se de ausente da nobre vivenda,
Pondo-se atrás, sutil, de núvem cada
E o sítio ensolarado de outras eras
Hoje é de sombras pleno assaz, deveras.

XXVII

Queira porém, prezado companheiro,
Por o que vou dizer em sua agenda:
Imbuídos seremos tempo inteiro
De regressar à elite e assim se entenda
Que já de próximo lugar cimeiro
A disputar, cuja melhor contenda
A cada prélio faça merecida
Mui breve a ascensão apetecida

XXVIII

Então em Portugal e em toda a parte
Onde se fez famosa a nossa escola
Dirão a uma voz: É bom destarte
Saber que no país dos reis da bola
Ressurge, Fenix qual, e se reparte
Em brilhos ainda mais de intensa tola
Que antes, a Asociação Ferroviária
Famosa, ingente, extraordinária.

Obs.: Refira-se, uma vez mais, que este poema foi escrito há sete anos atrás, exatamente em julho de 2000, ocasião em que a situação de nosso clube era bem menos conseguida do que atualmente, quando podemos dizer que há um trabalho sério em desenvolvimento, do qual estamos a colher os primeiros resultados, bem expressos na conquista da Copa da FPF e da ascensão à série A2, de recente obtidas.

Antonio Carneiro (Bélier) - V.N.Gaia - Portugal - 17/06/2007


0X0 ao Olímpia
(Aleluia! Subimos à A2)

 

Conquanto um certo travo de amargura
Viesse junto, após o resultado
Que acaba pondo o oitavo colocado
A pleitear do título a ventura,

Há que alegrar-se a malta nesta altura,
Após dez anos de inditoso fado,
Pois afinal o alvo colimado
Foi atingido com muita bravura:

De parabéns os nossos dirigentes,
A brava equipe em todas as porfias
Que hoje nos deixam todos tão contentes.

Volta, Ferroviária, às mesmas vias,
Caminho para as glórias contundentes
Que já te sublimaram noutros dias.
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
20/05/2007


À vitória!

O empate chega, mas, que assim, não basta,
A iniquidade vence, é uma vergonha
Que um regulamento injusto imponha
O não vencer esta lide nefasta;

Porém ação de crítica tão vasta
Disto se fez, que mais opor se oponha
O não dizer: domingo se reponha
Luz de razão que a treva hoje devasta:

Joguemos por vencer, por esmagá-lo,
O que perder não soube em seu reduto,
Covarde anfitrião, espúreo galo,

Para seguir depois, de resoluto
Passo, às finais, este o melhor regalo
Desta campanha: O êxito absoluto!

  Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  19/05/2007

Ao Elefante
    (Pela vaga, já)


É duro de esperar pelo que ganho
Já foi, e de ganhar há de outra vez
Lutar-se de feroz, insensatez
De injusto grau e colossal tamanho;

Mas não há volta a dar, inda que estranho
Se entenda este alvitrar cujo jaez
Os maus só favorece, inibe a vez
De os bons mais apurar, fito tacanho.

A Lins então, vamos vencer primeiro,
Por garantir a vaga, antecipada
E claramente de justiça instada,

O elefante, ao próprio picadeiro,
Que, tonto assaz, em desespero inteiro
Pouco há de opor e não assusta nada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
14/05/2007

0X0 ao XV
  Justiça Ritual


Órfão do árbitro neste cotejo,
Que foi seu pai e mãe no anterior,
Viu-se o "Nhô Quin" mostrar pouco valor,
Do arrimo assim privado, no ensejo:

Vem todo retrancado e não tem pejo
De o anti-jogo praticar, sem cor,
Sem brilho, sem destaques, sem pudor
Para alcançar de empate o seu almejo;

 

Mas arte e perspicácia, além do apito
Amigo, não tivemos, como sói
De ser a nossa sina e o árduo fito

Por colimar persiste e mais nos mói
A ânsia por justiça cujo rito
O grito inda à garganta nos obstrói.

 Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal
 13/05/2007


Reação às injustiças

Lá em Olímpia nós fomos roubados,
Em nossa casa, não nos favorecem
E em Piracicaba então fenecem
Com nosso esforço por todos os lados:

Querem tirar-nos por atos ousados
O que ganhamos já, eles se esquecem,
E na ambígua disputa só aparecem
De isentos mediadores disfarçados.

Gente afeana, que esperamos mais?
À Fonte no domingo aos borbotões,
A pressionar o bando de chacais,

Com gritos, ameaças, palavrões,
Sem agredir ninguém, que isto é demais
E pode lhes justificar ações.

  Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  06/05/2007

1X2 ao XV de Piracicaba
 (O plano da gatunagem)

Fez falta, sim, o Mauro nesta lida,
Mais falta fez um árbitro decente
Que um jogador não nos fizesse ausente
Logo com seis minutos da partida;

E mesmo assim, heróica em campo, olvida
A equipe, a gatunagem, põe-se à frente,
Iguala o jogo e mais não faz somente,
Que o rato hostil do apito a intimida.

O empate estava quase assegurado,
Quando o Renato errou, pois é humano,
Ele que tanto nos tem acertado.

Somos primeiro, é mínimo este dano,
Mas urge obter dos árbitros o plano
Que os outros têm, de tê-los a seu lado...

     Antonio Carneiro (Bélier)
     V.N.Gaia - Portugal
     06/05/2007

3X1 ao Linense
 (Elefante vira coelho)


Na Fonte arma-se o circo, em noite plena
E o elefante sobe ao picadeiro:
De alvitre "fausto" armado dá, primeiro,
Impressão à platéia pouco amena,

Porém Renato, o mágico, entra em cena
E em coelho transforma por inteiro
O paquiderme, em gesto mui ligeiro,
Que logo a gente põe já mais serena.

 

Pós intervalo, Fábio, o trapezista,
Em vôo de cabeça empolga a taba
E o paciente Jó, equilibrista,

Co'a folga toda do elefante acaba.
Finda a função, outra se faz prevista
De brilho igual para Piracicaba.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
03/05/2007

E.T.: Inspiração da madrugada, pois a partida terminou às duas e meia da "matina", aqui em Portugal.


3X2 ao Olímpia
(Impróprio para cardíacos)


Um jogo impróprio para as coronárias
De quem delas padece, um jogo intenso
Que o torcedor deveras deixou tenso
No curso de suas etapas várias:

Renato impõe às hostes adversárias,
Logo no início o seu talento imenso
Com seus dois gols e isto dá pretenso
Jaez de que as vantagens são plenárias.

Recua o time, cresce o oponente,
O árbitro ladrão faz sua parte:
Já não ganhamos, torna-se iminente,

Mas eis que inda nos sobra engenho e arte
Para vencer: É Deus quem tal consente
Ao ver tanta injustiça a nós, destarte.

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

29/04/2007

Realidade empedernida
(Avante AFE - ao Olímpia)


Não fora a realidade empedernida,
Seria uma anedota, até com graça:
O primeiro, que  o doze pontos passa
Com o oitavo vai jogar partida

A zero igual, nuance descabida
Que exalta os maus, os bons só embaraça,
Política nojenta, vil morraça,
Imbróglio de injustiça concebida!

Avante, Ferroviária, a Olímpia é dado
Vencer o adversário e a escumalha
De novo, que nos tanto tem roubado,

Provando assim, portanto, e Deus nos valha
Da íntegra, por tê-la a nosso lado,
A justiça divina, esta não falha.

       Antonio Carneiro (Bélier)
 V.N.Gaia - Portugal
 25/04/2007

5X0 ao Mauaense
     (Soberba iniquidade)


De Angola à França, de Andes aos Urais,
Do mundo inteiro em qualquer campeonato
O vencedor se apura pelo fato
De ter que os outros todos pontos mais:

Só no Brasil, que eu saiba, adicionais
Provas se impõem, para o desiderato
Comum, ao que o já alcançou, ingrato
Prêmio aos que perderam, seus rivais.

 

Hoje vencemos bem o Mauaense
Num jogo sem valor, que em realidade
Nada de novo impõe, não nos convence

E qual no ano atrás, eis a verdade:
A causa ganha está, mas não pertence
Ao que a ganhou, soberba iniquidade!

        Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  22/04/2007


  3X3 ao Votoraty
    [Campeã (ainda) não reconhecida...]

Mais uma vez ganhamos "ipso facto",
Ao conceder no fim de jogo empate
Para o nosso adversário, o Votoraty,
Inda antes de findar o campeonato,

Mas o critério é outro, não sensato,
Pois favorece o que pior se bate,
Ao dar-lhe chance de um novo combate
Por chegar ao comum desiderato.

É regra apócrifa esta que se aplica
Para torcer dos fatos a verdade,
Que num cenário honesto não se explica,

Exemplo insólito da iniquidade
A que a politicagem se dedica
No âmbito de sua autoridade.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
15/04/2007

3X0 ao Araçatuba
     (Parabéns, A.F.E....)

 

Foi sem jogar que, por inadimplente,

O Araçatuba os jogos tem perdido

Todos de igual placar sempre vencido,

Folgamos a vencer, de consequente,

 

Mas hoje o referir mais eloquente

Deve-se à data de teor sentido

Por afeanos mil, distribuído

Cenário ao mundo inteiro, massa ingente:

 

Hoje se comemora o aniversário

Desta entidade assim tão estimada

Que tanto nos compraz, por corolário:

 

Cincoenta e sete são, da caminhada,

Anos profícuos, contas de um rosário

A ornar-lhe a fronte, em glórias consagrada.
    

Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  12/04/2007 

1X1 ao Linense
  (Elefante indigesto...)


Pelo mais curto e gélido canal
Do F.I. o aviso chega para o vate
De um gol sofrido ao fim  de árduo embate,
Pois da Cultura hoje, nem sinal:
 

Dos males, o menor, pois afinal,
Perde o seu jogo o XV e o Votoraty
Em seus pagos também cede o empate
E na tabela tudo fica igual.

 

Vantagem é, de ser primeiro, agora,
Pouca, destarte se insta, nesta fase,
Antes cuidar da outra, sem demora,
 

Pois ela não decide nada, quase:
Quem ganha já, não leva, e mais deplora
Depois, para dizê-lo temos base...
 

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
08/04/2007


Ao Linense
(Poupando as forças e o Renato...)

Voltam-se agora as atenções devidas
Para o Linense, de memórias vivas
A passado recente, e mais furtivas
A recordar ações bem sucedidas

Ou mal, talvez algumas, menos tidas
De bom lembrar, mas que hão de relativas
Haurir desta peleja perspectivas,
Pois assim são nas circunstâncias sidas:

É que esta etapa prima está lograda
E é preciso evitar as confusões
Para lograr também a meta instada:

Joguemos sério, sim, mas sem pressões,
Poupando as forças com certa dosada
E o Renato para as decisões.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
05/04/2007

2X1 ao Monte Azul
    (Bem gerir para bom futuro)


Tranquilidade em hostes afeanas
Para sossego de toda a galera
Que já da nova fase o curso espera
Por expandir-se em vias mais ufanas:

Em Monte Azul segundo sendas planas
Vencemos com imposição não mera
E em plagas nossas, sábado quimera
Do Olímpia a mesma sorte haurir, lianas.

Testar alternativas, bem gerir
Cartões, poupar atletas importantes
Quando assim o bom senso conferir

São alguns dos aspectos relevantes
Que, junto a ourtros, podem auferir
De igual jaez, as loas triunfantes.

  

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

24/03/2007

4X1 ao Primavera

(Olhar mais adiante...)

Dobrou-se à classe afeana o Primavera,
Por quatro gols vergado, insofismável
Nosso ascendente a impor-se, irrefutável
A um fraco adversário, e mal não era.

Já no domingo o Monte Azul espera
Nossa visita e diga-se, é notável
O retrospecto obtido, formidável
Até então esta campanha, e vera; 

 

Mas é mister gerir, de novo insisto,
Com muito siso o resto da jornada
Para não nos tolher um imprevisto:

Sem descuidar, portanto, olhos na estrada
Para as finais, caminho eis, haja visto
Da fase atual, que pouco vale, ou nada.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
22/03/2007


1X3 ao São Bernardo
(Melhor agora...)


Se pena foi, melhor que seja agora,
Que espaço temos de perder ainda
E não como na temporada finda,
Quando a final derrota pôs-nos fora.

A invencibilidade, claro embora
Seja louvor de elite, é nunca infinda:
A mágoa impõe-se a todos, faz-se advinda
Da própria vida, pela vida afora:

Ao Primavera então, no mesmo dia
Em que entra a primavera aqui em Gaia
Como na Europa toda, e principia,

Lembrando das lições por que não caia
De tanto nado após, por apatia
Nossa ambição para morrer na praia.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
17/03/2007

3X0 à Francana

(O Renato, a tranquilidade e a inteligência)
 

Voltam: Renato e a tranquilidade,
Que esta daquele é muito dependente,
Do time, vencedor e convincente
Da Francana, mui fraca na verdade;

Mas continua com intensidade
A feroz luta, que é de trégua ausente,
E sábado já, temos pela frente
O São Bernardo na sua cidade.

Que de burro, sabemos, não tem nada
O treinador, decerto está ciente:
A meta desta fase faz-se instada

E saberá gerir, de inteligente
Jaez o seu plantel para a jornada
Que as decisões nos vai opor à frente.

  Antonio Carneiro (Bélier)
  V.N.Gaia - Portugal
  15/03/2007

2X2 em Limeira

(Sabor amargo e ausência do Renato)
  

Eis um empate com sabor que traz
À mente, de Limeira, amargo, aviso
Do ano passado pelo pouco siso
E pela falta que o Renato faz:
 

É que por vezes falha o ser audaz
Por descurar do pouco que é preciso
E nas finais passadas prejuízo
De o meia não jogar foi contumaz.

 

Importa, pois, lição, mais uma haurir
Deste vacilo que ficou tão caro
E na invejável rota prosseguir,

Em Franca, na certeza de que é claro:
A meta alcança quem sabe gerir

O seu juízo e o bem que tem mais raro.
        

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

11/03/2007


1X0 ao Barbarense
   (A paciência do Jó)

 
Do Jó tem resolvido a paciência
E a eficácia, jogos complicados,
Com gols que valem pontos afetados
Da jornada na árdua, atroz sequência:

Tal se viu outra vez na contingência
De uma missão difícil, confirmados
Três outros mais, que muito disputados,
Ao Barbarense, audaz irreverência.

Quedem-se todos mais por outra vezes
Ao Jó e a todo invicto grupo em cheio,
Desde o Independente de Limeira

Aos que virão por este e outros meses,
Com paciência e audácia de permeio
De Jó, para manter a dianteira.

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal
08/03/2007

1X0 ao XV

(Liderança consolidada)

Suplício habitual vencido, imenso,
Para os relatos ter, de áudios falhosos
Que entram intermitentes e medrosos
Por cibernéticos caminhos, senso

De bom jaez foi ver-nos no apenso
Do destacar e tempos mais briosos
Não nos são dados ver, que nos saudosos
Que já lá vão qual de espirais no incenso.

O Quinze foi vencido, e a liderança,
Consolidada, com dificuldade,
Comprova essa atual assaz pujança.

Mister porém é termos humildade,
Que é longa a senda, quarta feira alcança
Do Oeste em Santa Bárbara outra jade.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

04/03/2007

Juventude 2X0
(Fim do sonho - Impõe-se a realidade)

 

Faltou-me inspiração na madrgada

Para expressar, deste país distante,

Toda a tristeza que sentira ante

Nossa saída da Copa na jornada.

 

Cabeça fria, agora é ponderada,

Mais precisa talvez, e tolerante

A crítica à derrota, não obstante

Tanto nos ponha a mente conflitada:

Sonho acabado: Impõe-se a realidade!

Console-nos saber que injustamente

Venceu-nos um gigante e na verdade

 

Já no domingo temos pela frente

Em nosso Campeonato a qualidade

De outro grande, o "Nhô-Quim", e em ascendente.

 

Antonio Carneiro (Bélier)

V.N.Gaia - Portugal

01/03/2007


1X1 ao Santacruzense
(A Caxias, via Rio Pardo)


Pela Cultura, a conta-gotas de áudio,
Acompanhamos(?...), de acrescido anseio,
Que é maior a ânsia de permeio
A um ouvir a prestações, que em gáudio

O relato de um jogo que, defraude-o
Para o futuro a sorte, pois não veio
A vitória esperada e pelo meio
Um gol sofremos, de jaez ináudio:

Em Santa Cruz do Rio Pardo então
Deixamos mais dois pontos e decerto
É desgastante assaz nossa missão.

Praza aos céus quarta-feira seja certo
Na Copa haurirmos classificação
De cujo feito estamos já tão perto.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
25/02/2007

Equilíbrio
 
No equilíbrio está a força ingente
Das leis que regem o universo imenso
E disto o homem ao vencer propenso
Há de tirar lição correspondente,

Eis que não é do Cosmo diferente,
Parte de um todo, sim e de seu senso
Virá o ser feliz, de alvor intenso
Ou a treva, do erro consequente.

No futebol também, e em toda a parte,
Funciona a lei universal, deveras
E é bom dela não divergir, destarte

Não nos abatam ocorrências meras
Nem a euforia cega nos enfarte
De algoz empáfia por simples quimeras.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/02/2007

3X1 ao Juventude (Justa alegria)
 
Para quem sofre anos a fio e enfim
Vislumbra o véu de um bom porvir instado,
É justo ter da euforia ao lado
A esperança e o otimismo, sim:

Foi grande a alegria e, outrossim,
Pela vitória ingente, intenso brado
Há de se ouvir do nosso peito inflado
Depois de tanta humilhação afim.

Cumpre porém ter olhos realistas:
Em plena Fonte foi imposta, atroz,
Uma arbitragem das muitas previstas...

Ao Campeonato as metas progressistas
Para o Santacruzense já, e após
Em corolário por novas conquistas.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/02/2007


Euforia consciente

Insólita campanha assegurada,
Mais dois vencidos, o ECO e o Mogi
São testemunhas vivas de que aqui
Até então, ninguém fê-la tão grada:

São teze gols a zero na jornada
Por quatro já passados e daqui
E de outros cantos vê-se que sorri
Afeana gente, e com razão instada.

Saudemos tal momento, todavia
Convictos de que árdua é a labuta:
O campeonato apenas se inicia.

A seriedade nunca se refuta
Para alcançar ao fim da extensa via
Os louros da vitória em nossa luta.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N. Gaia - Portugal
11/02/2007

AFE 5X0! (For the good times...)

Descobre nuvem benfazeja, intenso
Do sol o brilho sobre Araraquara
E de repente a gente se depara
Com seu fulgor de amplo jaez, imenso,

Que outrora muito tempo fez-se extenso
Ao alongar-se ao preito que alongara
Do pavilhão grená a fama rara
Como a nenhum jamais se deu propenso;

É que voltaram tempos tais, parece:
A SEV cai de cinco e já são nove
Os golos em dois jogos, sem resposta:

O astro-rei retorna, eis não esquece
Sua morada e logo nos promove
Do sucesso a certeza recomposta.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N. Gaia - Portugal
04/02/2007

Início promissor

Início promissor, eis boa nova
Que rejubila a afeana gente
Cuja expressão exalta de contente
Ao dealbar desta difícil prova:

Nos pagos do inimigo enorme sova
Foi-lhe sujeita, goleada ingente,
Hábil de nos impulsionar à frente
Do campeonato que assim se renova.

Da humildade porém que não se enjeite
A nossa ação futura, indispensável
Jaez, pois a missão não é deleite

E já domingo o SEV, pouco afável,
É adversário que se bem respeite
Por não obstar ônus desagradável.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N. Gaia - Portugal
01/02/2007


Às metas, com devoção

É novo campeonato, a esperança
Por resultados bons faz-se presente
Entre os grenás adeptos cuja mente
Da conquista da taça tem lembrança,

Mas de lembrar também logo se alcança
Que duas frentes tem o time à frente,
Pois resulta de um passo consequente
Mais outro a dar na senda onde se avança.

Vamos então sofrer de novo, embora
Saibamos que há suporte à ambição
De a glória instar, que já foi nossa outrora,

Cientes que à grandeza é condição
De obter, o pensar grande, e sem demora
As metas colimar, com devoção.

Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
23/01/2007

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